Quarta-feira, Novembro 18, 2009

"Quando virar uma lágrima de aço enferrujado, num canto da roça ou no oitão da casa de taipa, não quero que me sejam gratos - ó gente de pouca fé. Rogo que cantem uma oração para que eu possa adormecer em paz e voltar ao pó da madre, que tanto amei." (excerto de Suspiros de uma enxada).

Euclides Neto

@»º¤ø,¸¸«¤ø ¤º


"Estamos convencidos de que a mudança histórica em perspectiva provirá de um movimento de baixo para cima, tendo como atores principais os países subdesenvolvidos e não os países ricos; os deserdados e os pobres e não os opulentos e outras classes obesas; o indivíduo liberado partícipe das novas massas e não o homem acorrentado; o pensamento livre e não o discurso único. Os pobres não se entregam e descobrem a cada dia formas inéditas de trabalho e de luta; a semente do entendimento já está plantada e o passo seguinte é o seu florescimento em atitudes de inconformidade e, talvez, rebeldia."

Milton Santos

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Transpiração

A inspiração vem de onde
Pergunta pra mim alguém
Respondo talvez de longe
De avião, barco ou ponte
Vem com meu bem de Belém
Vem com você nesse trem
Nas entrelinhas de um livro
Da morte de um ser vivo
Das veias de um coração
Vem de um gesto preciso
Vem de um amor, vem do riso
Vem por alguma razão
Vem pelo sim, pelo não
Vem pelo mar gaivota
Vem pelos bichos da mata
Vem lá do céu, vem do chão
Vem da medida exata
Vem dentro da tua carta
Vem do Azerbaijão
Vem pela transpiração
A inspiração vem de onde,
A inspiração vem de onde,
Vem da tristeza, alegria
Do canto da cotovia
Vem do luar do sertão
Vem de uma noite fria
Vem olha só quem diria
Vem pelo raio e trovão
No beijo dessa paixão
A inspiração vem de onde,
De onde
A inspiração vem de onde...

Ney Matogrosso e Pedro Luis e a Parede


Conocimiento Libre
-Para satisfacer las necesidades del pueblo



Cultura

-Ser viejo
Diana Cohen Agrest


Ecología social
Eleições 2010



Serra, Aécio, FHC e O Globo: brigam os cachorros grandes

Extradição ou asilo
Supremo entrega a Lula desfecho do Caso Battisti De novo por 5 votos a 4, mas em sentido contrário, o Supremo decidiu que cabe ao presidente Lula a palavra final sobre a extradição de Cesare Battisti. Eros Grau decidiu a pendência, ao esclarecer seu voto, motivo de debate entre seus pares.


Conferência do Clima: debate na Câmara elogia Brasil e acusa EUA

Chefe da polícia é demitido acusado de espionar Kirchner

"Não participo de farsas nem de fraudes", diz Zelaya

Obama admite que quebrará promessa de fechar Guantânamo

Campanha quer combater violência “sutil” contra as mulheres
Caso Cesare Battisti: por que a Folha “esquece” o outro lado

Por Celso Lungaretti, no Observatório da Imprensa

O jornal da ditabranda continua dando repulsiva contribuição ao linchamento judicial e consequente assassinato do escritor Cesare Battisti, que já declarou preferir a morte à desonra de ser entregue como troféu a Silvio Berlusconi.

Vestindo uma toga que deve ter alugado na loja de adereços teatrais ou tomada emprestada dos palhaços de algum circo, a Folha sentenciou que Battisti é um "criminoso".

Sim, ele é. Tanto quanto os injustiçados de todos os tempos e países, que comete(ra)m o crime de lutar contra a exploração do homem pelo homem. Para a burguesia e para seus lacaios da Folha de S.Paulo, este é e será sempre o maior dos crimes, justificativa para toda a desinformação e todos os linchamentos
.

PHA na Confecom: Vamos debater o partido da oposição neste país

PHA na Confecom: Vamos debater o partido da oposição neste país



Entrevista

“Precisamos de uma Internacional de movimentos sociais”
Vice-presidente da Bolívia, Álvaro G Linera, cobra mais iniciativa dos movimentos sociais latino-americanos, pede visão “continentalizada” da esquerda

Seminário discute cultura digital brasileira
Entre os dias 18 e 21 de novembro, o Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira contará com a presença de importantes intelectuais, ativistas e representantes de governo

Em entrevista ao jornal Brasil de Fato, o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, cobra mais iniciativa dos movimentos sociais latino-americanos, pede visão “continentalizada” da esquerda no continente. "Antes, a esquerda tinha um olhar sobre o continente em termos da conspiração revolucionária. Nunca em termos de economia, de comércio, de criar um mercado comum, uma defesa comum. É uma série de desafios sobre os quais ela nunca tinha refletido, que tem a ver com o exercício de governo, com sua maturidade de reflexão", diz Linera.
> LEIA MAIS | Internacional | 18/11/2009

(FOTO: Lucas Dolega) Un manifestante contra la OTAN enfrenta con gestos a los policías que lanzan gases lacrimógenos en Neuhof, Estrasburgo.

Terça-feira, Novembro 17, 2009

"As Cidades Invisíveis"


ENTER – Tecnologia subversiva, a grande biblioteca do cyberspace, ótica simbiótica, fractais na curva do stress (plugin in and chill out), aforciberdelia, teatro do acaso, cinema impressionante, literatura de cópia, poesia fractal, a cultura sampleada, telecracia, comunidade interativa, ficção-científica, revival sense e musiocracia.

DEL – Trapaça, midiotia, riqueza ilícita, falsa doutrina, miséria, área de sinistro, comércio religioso, fanatismo, grandes corporações empenhadas em deformação cerebral, racismo, exploração de mão-de-obra infantil, pena de morte e fome envergonham o planeta.

Chico Science (CSNZ)


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Burj Dubai
Bird's Eye View
Poster:

SomeFormOFhuman


(...) el rizoma se remite a un mapa que debe producirse, construirse, siempre desmontable, conectable, invertible, modificable, con entradas y salidas múltiples, con sus líneas de fuga.

(Gilles Deleuze)

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Poster:
Killer Kahler

De Borges para Maria Kodama

Há tanta solidão nesse seu ouro
A lua dessas noites não é a lua
Que viu o primeiro Adão. Os longos séculos
Da vigília humana cumularam-na
De antigo pranto. Olhe-a. É teu espelho.

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Poster:
Raptor

Lições Americanas

«do perigo que corremos de perder uma faculdade humana fundamental: o poder de focar as visões de olhos fechados, de fazer brotar cores e formas a partir de um alinhamento de caracteres alfabéticos negros numa página em branco, de pensar por imagens».

« Calvino, Italo, 1923 - 1985 - Seis propostas para o próximo milênio: Lições Americanas/Italo Calvino; tradução Ivo Barroso. - São Paulo: Companhia das Letras, 1990

http://blogmetropolitano.blogspot.com/

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Poster:
Raptor

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http://images.businessweek.com/

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http://www.chewing.com.br/

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Poster:
Vaidas


Antonio Sant'Elia
1914,disegno a inchiostro nero, verde, rosso su carta, 30x17 cm.
(Collezione Paride Accetti, Milano).

As Cidades Invisíveis - Textos publicados na Folha.

A forma pura da ficção

Renovador do gênero, "As Cidades Invisíveis" será um das poucos romances do século 20 a sobreviver.

HAROLD BLOOM

Especial para a Folha

A era da crítica literária contemporânea algum dia vai chegar ao fim; talvez já tenha chegado. Obras de ficção que se ajustam muito facilmente às modalidades atuais da crítica vão acabar passando junto com elas. Nabokov, Borges, Garcia Márquez: esses nomes talvez não sejam uma referência tão imediata para as gerações do futuro quanto para a nossa. Muito de Italo Calvino (1923-1985) também está fadado a minguar, mas não "As Cidades Invisíveis", embora alguns aspectos do livro pareçam escritos sob medida para sensibilidades formadas pela semiótica e a estética da recepção.

Assim como boa parte da obra de Kafka, "As Cidades Invisíveis" há de sobreviver aos costumes literários de seus admiradores, porque nos transporta de volta à forma pura do romance --um gênero do maravilhoso, um domínio da especulação. Juntamente com "A Grande Muralha da China", de Kafka, esse livro renova uma literatura que nos é necessária, mas que não merecemos mais, ou da qual não somos mais capazes.

Nós também, como Kublai Khan, não precisamos necessariamente acreditar em tudo o que Marco Polo descreve; mas sofremos, como ele, da sensação do vazio de uma terra crepuscular e temos esperança de identificar o traçado de algum padrão, que nos compense pela série infinita de erros sobre a vida. Sem dúvida, como notou Nietzsche, erros sobre a vida são necessários à vida; e sem dúvida, também, como dizia Emerson, nós exigimos vitória --uma vitória dos sentidos, tanto quanto da alma. Mas erro e triunfo indistintamente induzem ao vazio, uma vacuidade cosmológica que o gnosticismo chama de "kenoma": a terra devastada, ou espaço deserto que se vê em toda a tradição literária do romance.

O Kublai Khan de Calvino é um demiurgo habitante do "kenoma", essa "ruína eternamente sem forma", em que o que se sabe é que "a gangrena da corrupção já se espalhou longe demais para que nosso cetro possa lhe estender uma cura", e que "o triunfo sobre monarcas inimigos fez de nós os herdeiros de sua prolongada desgraça".

As cidades invisíveis vão compondo um pontilhado sobre o "kenoma", mas não são parte dele, e sim faíscas do abismo original, fonte de tudo o que temos de mais antigo e de melhor. Não é no "kenoma" que "o estrangeiro hesitando entre duas mulheres sempre encontra uma terceira", nem lá que se encontram "pêras imperiais, ovas de esturjão, astrolábios, ametistas". Como fagulhas do pneuma, ou sopro da alma, as cidades invisíveis não são psiquês, nem personalidades, a despeito de seus nomes (Berenice, Maurília, Fedora, Zoé etc.). Não representam mulheres, mas ancestrais, ou modelos de mulheres, porque cada uma é, ao mesmo tempo, um conjunto de memórias, desejos e signos.

Em outros termos: recalques e o retorno do recalcado. Talvez seja essa a marca do gênio de Calvino (que ele compartilha com Kafka): é impossível distinguir, no que escreve, entre o que é recalcado e o que retorna --como se vê, por exemplo, em Anastácia:

"A cidade vos aparece como um todo, onde nenhum desejo se perde e do qual fazeis parte, e uma vez que ela desfruta de tudo o que não sois capaz, não há o que fazer exceto habitar seu desejo e se satisfazer com isso. Este é o poder, descrito às vezes como maligno, às vezes benigno, que Anastácia, a cidade traiçoeira, possui; se trabalhais, oito horas por dia, como lapidador de ágata, ônix, ou crisópraso, este vosso trabalho, que dá forma ao desejo, extrai do desejo sua forma e pensais estar desfrutando plenamente de Anastácia, quando sois apenas escravo dela".

Triunfa aqui, como em Yeats ou Kafka, aquela mesma vontade antitética que para Nietzsche era a vingança da arte contra o tempo. O Grande Khan aprende com Marco Polo que seu império não é nada senão um conjunto de emblemas, um zodíaco de fantasmagorias. Aprender todos os emblemas não dará ao Khan sentido algum de posse, pois no dia do conhecimento integral de Khan terá se tornado, ele mesmo, mais um emblema entre os emblemas, de uma vez só o signo do recalque e do retorno do recalcado. A utilidade de Marco, seja para si mesmo ou para o imperador, é ensinar o que ele aprendeu melhor do que ninguém: o significado de qualquer cidade invisível só pode ser outra cidade invisível, e não ela mesma.

À medida que avança a narrativa de Marco, as cidades vão se tornando cada vez mais fantásticas, mas também, o que é paradoxal, cada vez mais pragmáticas. Calvino lembra, implicitamente, o aforisma sombrio de Nietzsche: só se encontra palavras para descrever aquilo que se despreza, não importa o quanto tenha sido estimado outrora. Kublai Khan estranha o fato de Marco Polo jamais mencionar Veneza, e o viajante revela o segredo de todo homem em busca da cidade perdida:

"'Uma vez fixadas nas palavras, as imagens de memória se apagam', disse Polo. 'Talvez eu tenha receio de perder Veneza inteira imediatamente, se falar sobre ela. Ou, quem sabe, ao falar de outras cidades, eu já a tenha perdido, pouco a pouco'"

Não causa surpresa que a última cidade invisível seja a mais imaginosa de todas: a extraordinária Berenice, simultaneamente uma cidade injusta e a cidade dos justos. Berenice é um pesadelo de repetições, onde o justo e o injusto estão continuamente se metamorfoseando um no outro:

"... entre as sementes da cidade dos justos, esconde-se também uma semente maligna: a certeza e orgulho de estar certo --e de ser mais justo do que tantos outros que se acreditam mais justos do que os justos. Essa semente fermenta amargura, rivalidade, ressentimento (...). Das minhas palavras, tereis chegado à conclusão de que a verdadeira Berenice é uma sucessão temporal de cidades, alternativamente justas e injustas. Mas aquilo para o que mais gostaria de chamar vossa atenção é ainda outra coisa: todas as Berenices futuras já estão presentes neste momento, umas dentro das outras, apertadas, confinadas, inextricáveis".

A cidade do instinto

Essa passagem não é apenas uma parábola sobre a relatividade da justiça, ou sobre a virtude egocêntrica da confiança moral, mas uma visão da ambivalência de todo Eros -- já que a Berenice justa é Eros (o instinto, ou pulsão de vida, em Freud) e a injusta, Thanatos (o instinto de morte). Justa e injusta, Berenice é a cidade do ciúme, do instinto de posse, da semente maligna escondida no coração de Eros. A sombra da nossa mortalidade, projetada da terra aos céus, interrompe-se na esfera de Vênus, como o poeta Shelley gostava de lembrar; mas em Berenice a sombra não se interrompe nunca. Uma sucessão temporal de amor e morte, justiça e injustiça, é real e sombria o bastante. Mas Calvino nos reserva uma palavra ainda mais forte de cautela: cada instante guarda em si todas as Berenices futuras, inextricavelmente tramadas, o instinto de morte e a libido trocando de posição, ou um dentro do outro.

Felizmente para nós, "As Cidades Invisíveis" termina em tom afável, com Marco insistindo que o inferno não precisa ser nossa última estação; basta "aprender a reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é o inferno; e fazer então com que perdurem, dar a espaço a eles". Um poeta como Dante teria desprezado esse comentário, com alguma ironia lúgubre; já nós não podemos nos dar a esse luxo.

Em conclusão, vale a pena voltar a um conto extraordinário de Calvino, "O Motorista Noturno", em "T com Zero". O narrador, no curso de uma discussão ao telefone com sua namorada, Y, diz a ela que quer acabar o caso. Y responde que vai ligar para Z, o rival do narrador. Para salvar a situação, o narrador decide enfrentar uma viagem noturna, pela supervia expressa que liga a cidade onde ele mora à dela. Em alta velocidade, em meio à chuva e à escuridão, o narrador não sabe se Z está indo mais rápido do que ele até Y; ou, por outro lado, se Y não estaria vindo, ela mesma, na direção contrária, com motivos semelhantes aos dele. Numa paródia enlouquecida da semiótica, o narrador, Y e Z se transformam todos em sinais ou signos, ou mensagens, reduções absurdas de um sistema:

"Eis a contradição em que me encontro: se quero receber uma mensagem, preciso deixar, eu mesmo, de ser uma mensagem, mas a mensagem que espero receber de Y --qual seja, a de que Y se transformou numa mensagem-- só terá valor se eu, de minha parte, for uma mensagem (...). E quanto a Z? Nem Z pode escapar do nosso destino, ele também deve se transformar numa mensagem de si; seria um desastre se eu corresse até Y com ciúme de Z e Y estivesse correndo para mim, arrependida, evitando Z; enquanto Z, na verdade, nem ao menos tivesse pensado em sair de casa".

Transformar-se em mensagem, ou abandonar a tentativa são igualmente criações catastróficas. O resumo de Calvino, no tom de uma graça sublime, me parece a melhor frase de todas que ele jamais escreveu: "Não posso mais aceitar qualquer outra situação, exceto a transformação de nós mesmos em mensagens de nós mesmos". Mas não estamos de volta, então, a Berenice? Y, Z e o narrador são todos moradores daquela cidade invisível, onde os justos e os injustos se confundem, o amor não se distingue do ciúme, e o recalque é praticamente impossível de separar do retorno do recalcado. Motoristas noturnos viajam entre as cidades invisíveis, transformando memória e desejo em signos homogêneos, confundindo olhos e nomes, contaminando o céu com seus mortos.

A única alternativa para essas viagens noturnas seria mesmo "aprender a reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é o inferno; e fazer então com que perdurem, dar a espaço a eles".

Harold Bloom é professor de literatura nas universidades de Yale e Nova York (EUA); é autor, entre outros, de "A Angústia da Influência" (Imago) e "O Cânone Ocidental" (Objetiva). O Mais! publica mensalmente seus artigos.

Tradução de Arthur Nestrovski.
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Fonte: Internationalproperly
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Dallari diz que Brasil ainda enfrenta resistência à democracia

Ao completar 20 anos do retorno do país ao processo de eleições diretas, o Brasil ainda enfrenta resistência democracia, na opinião do constitucionalista Dalmo Dallari. Essa resistência parte, de acordo com o jurista, de grupos tradicionais que ainda insistem na manutenção do trabalho escravo e de um processo de criminalização de movimentos sociais e de comunidades pobres.

É falta de democracia a alta incidência de trabalho escravo especialmente em certos tipos de exploração econômica. Temos um grupo organizado do agronegócio que age ostensivamente dentro do Congresso Nacional, que se coloca acima da Constituição. O primeiro objetivo é ganhar dinheiro. Com isso, permanece essa vergonha que é o uso do trabalho escravo.

A tentativa de criminalizar movimentos sociais, segundo ele, e a criminalização da própria pobreza são manifestações ainda remanescente de um sistema autoritário, discriminatório que se afirmou no Brasil durante a história. "Ainda é uma herança do sistema colonial. Houve a formação de uma elite econômica absolutamente egoísta que não reconhece o valor humano dos pobres, dos trabalhadores. Isso infelizmente ainda existe no Brasil e provoca o problema da criminalização.

Dallari apontou a Constituição Federal de 1988 como o mais importante marco da volta do país ao processo democrático. “Pela primeira vez tivemos no Brasil uma Constituição que começa afirmando princípios que são obrigações mínimas. É importante ressaltar que logo no início a Constituição afirma como princípio a dignidade humana. Esse princípio foi que abriu caminho para as reivindicação de direitos", destacou.

Crimes de pistolagem

Outro ponto destacado por Dallari como sinônimo de atraso do processo democrático são os crimes de pistolagem, com fundo político, que ainda ocorrem em alguns estados brasileiros. Ele chegou a citar os assassinatos cometidos por grupos de extermínio na Paraíba e em Pernambuco que atualmente mantêm como ameaçados os deputados federais Luiz Couto (PT-PB) e Fernando Ferro (PT-PE).

“Nós temos plena violência contra a pessoa humana no estado da Paraíba e em Pernambuco. Ainda se praticam o crime da pistolagem, com assassinato de juízes e de deputados, destacou.

Na avaliação de Dallari, as consequências positivas do retorno do Brasil ao processo democrático está na maior distribuição de renda que se verificou nos últimos anos e nas políticas públicas implantadas desde então. Há ainda um caminho grande a ser percorrido, mas comparando com o que existia antes de 1988, o saldo é positivo. “Estamos avançando. Podemos dizer que o Brasil vem se democratizando e a Constituição tem dado uma contribuição fundamental para isso”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil


O lado B das cidades

Exclusão social, transgressão, imigração e inventividade para sobreviver são os temas principais que perpassam projetos da mostra Post-it City Cidades Ocasionais

Dafne Melo

da Reportagem




El colectivo de trabajo de la RPTA


ENEMIGO A LA PUERTA
BASES MILITARES DE EEUU VAN EMPARENTADAS CON ABUSO SEXUAL, PROSTITUCIÓN Y NARCOTRÁFICO

Colombia y EE.UU. firman acuerdo por bases militares

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Desde que te levantas vas dejando un rastro de bits
(14-11-2009)

En Argentina
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(15-11-2009)

Microsoft patenta una función esencial de Linux
Yann Serra (15-11-2009)
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Hacia la Cumbre del Clima de Copenhague, 7-18 diciembre 2009
La Tierra está grave
Sergio Ferrari (14-11-2009)

Foro de los Movimientos Sociales paralelo a la cumbre de la FAO en Roma
La lucha contra el hambre debe contar con aquellos que la sufren
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Europa
Un proyecto de información para evitar que el silencio nos siga envenenando
El mapa de los barcos envenenados en el Mediterráneo
(14-11-2009)
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Ocupación fronteriza, desplazamiento forzado y biocombustibles
(12-11-2009)

Sicosis mass media para imponer golpes de Estado
Semiótica de los métodos old fashion y del golpismo new age
Fernando Buen Abad Domínguez (13-11-2009)

No somos piratas
Gustavo Duch Guillot (16-11-2009)

Entrevista a Mario Palacios de Conacami (Perú)
"La Minga es la resistencia de la humanidad"
(14-11-2009)
Mario Palacios es el presidente de la Confederación Nacional de Comunidades Afectadas por la Minería (Conacami), que desde 1999 trabaja en Perú por los derechos de los pueblos y el respeto a la naturaleza.

América Latina
La Sociedad Interamericana de Prensa, la voz de los dueños de los poderosos medios de comunicación
La SIP, activo copartícipe de la guerra mediática contra las naciones del ALBA
Percy Francisco Alvarado Godoy (12-11-2009)

Ecología social
Entrevista a Miguel Jara en torno a La salud que viene. Nuevas enfermedades y el marketing del miedo
“Vivimos en una sociedad que contrapone los intereses de las grandes empresas y los de la ciudadanía, como si existiera una guerra social abierta pero silenciada”
Salvador López Arnal

Opinión
Copenhague: Seattle madura
Naomi Klein



odiario.info
14.11.09
A estrategia de Obama na Ásia Central
instaura a barbárie e grava o terrorismo

Miguel Urbano Rodrigues
“O presidente Barack Obama, cuja eleição suscitou a nível planetário uma grande esperança, foi distinguido com o Premio Nobel da Paz, mas a sua intervenção na Historia, contrariando um discurso humanista, não tem contribuído para combater e superar a crise de civilização existente.
Ocorre o contrário. A sua estratégia no Médio Oriente e na Ásia Central instaura a barbárie e agrava o terrorismo”.

11.11.09
Obama:
O maior orçamento militar da história dos EUA

Sara Flounders*
Sara FloundersOs atentos, venerandos e obrigados meios de comunicação social não se têm cansado de tentar promover um Obama preocupado com a saúde dos americanos pobrezinhos, que são já largas dezenas de milhões de homens, mulheres e crianças.

Mas esqueceram-se de noticiar que este afável e risonho ponta-de-lança do imperialismo norte-americano, o presidente Obama, propõe ao Congresso o maior Orçamento militar de sempre dos EUA, e que “segundo o Office of Management and Budget, 55 por cento do orçamento total do Orçamento dos EUA em 2010 irá para os militares. Mais da metade”!

05.11.09
A responsabilidade política do Presidente Uribe Vélez
Alpher Rojas Carvajal*
Uribe Apesar da sua comprovada folha corrida de sucessão de crimes, “Uribe Vélez através de diversas formas de controlo social e do exercício simbólico de ritos de sacralização, de hierarquização, compaixão e medo, desligou a sua pessoa das acusações que o visavam. Salvar responsabilidades e adjudicá-las a construções ilusórias dos seus adversários ou retirar-lhes importância mediante a activação de bombas de fumo inesperado com que habilmente esconde os assuntos precedentes, é uma característica do seu estilo de governar”.
odiario.info


Não à guerra pelo petróleo.

Honduras: Um golpe de mestre , por Ivan Pinheiro

Honduras: a vitória do "smart power" , por Eva Golinger

Gaza, campo de extermínio lento , por Thabet El Masri

Não à guerra pelo petróleo.


Representante da ONU comenta condenação brasileira na OEA

A denúncia à OEA foi feita em dezembro de 2000 pelo MST, pela Justiça Global, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), pela Terra de Direitos e pela Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP).

As declarações de Pillay foram dadas no dia 13 de novembro, em Brasília, durante uma entrevista ao jornalista Sérgio Kalili, que realiza um documentário sobre criminalização dos movimentos sociais e direitos humanos para a ONG Justiça Global.

Fonte: MST


Luis Nassif
Como os aventureiros do Banco Central quase quebraram o país

Réplica
O MST, o STF e a Função Social da Propriedade

Carta a Lula
Battisti entra em greve de fome na prisão e faz apelo a Lula

Battisti entrou em greve de fome para protestar contra a sua possível extradição. Ele divilgou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na qual se diz pronto para morrer no Brasil e assim não ser mandado de volta para a Itália.



Fidel Castro
Uma história de ficção científica


Según el PCV
El Partido Comunista de Venezuela (PCV) sostuvo que el presidente de Colombia, Álvaro Uribe, actúa según las intenciones del gobierno estadounidense para desestabilizar el proceso revolucionario y progresista de Latinoamerica
Leer más


En Italia


Tenía conocimiento de que iban a ser asesinados
LA CIA manejaba información de que el padre Ignacio Ellacuría, rector de la Universidad Centroamericana (UCA), estaba en peligro y que el Ejército atentaría contra su vida. Los nuevos documentos serán entregados a la justicia española que investiga el asesinato
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Presidente Chávez

Vital para la independencia


Fundación Inzit
Conocer las potencialidades en investigación y desarrollo de la Fundación Instituto Zuliano de Investigaciones Tecnológicas (Inzit) se presentó el proyecto de “Ensamblaje de Módulos Solares Fotovoltaicos” y el “Estudio de factibilidad para la Producción de Obleas Solares de Silicio”
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Más de mil antenas satelitales interconectadas al Satélite
YVKE Mundial


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(FOTO: Lucas Dolega) Un manifestante contra la OTAN enfrenta con gestos a los policías que lanzan gases lacrimógenos en Neuhof, Estrasburgo.

Coação anticomunista
400 políticos americanos foram pagos para manter bloqueio a Cuba

Um relatório do grupo independente Public Campaign aponta que cerca de 400 congressistas e candidatos dos Estados Unidos receberam um valor de US$ 11 milhões (R$ 18,9 milhões) em doações de campanha desde 2004 com uma única condição: manter o criminoso bloqueio americano a Cuba.

Counterpunch: 'Ameaça iraniana'? Onde?


Domingo, Novembro 15, 2009

Honduras: o império contra-ataca


A crise hondurenha finalmente se resolveu “pelo lado mau”: a consolidação do regime golpista e a institucionalização das eleições ilegítimas que terão lugar no próximo dia 29 de novembro.
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Por Atilio Boron, em seu blog
Tradução: Camila Souza Ramos, na Fórum

Já a Casa Branca declarou que os resultados do pleito serão admitidos como válidos, comemorando-se assim a normalização da vida democrática e colocando fim ao “interinato” de Micheletti, eufemismo com o qual desde o início Washington caracterizou o golpe de Estado da oligarquia hondurenha.

Deste modo, as grosseiras violações aos direitos humanos e os atropelos às liberdades democráticas serão condenadas aos esquecimento. Este penoso desenlace havia sido antecipado por diversos representantes da direita republicana, que impôs como uma de suas condições para ratificar a designação de Arturo Valenzuela como secretário de estado adjunto para assuntos interamericanos o pleno reconhecimento de eleições que por suas insanáveis anomalias deveriam ser declaradas nulas e de nulidade absoluta.

Tal como o reportara o Página/12 em sua edição de 7 de novembro, o senador republicano pela Carolina do Sul, Jim DeMint, retirou seu veto à candidatura de Valenzuela porque, segundo se encarregou de comunicar à imprensa, “a secretária de estado Hillary Clinton e o subsecretário, Thomas Shannon, me garantiram que os Estados Unidos reconhecerão o resultado das eleições hondurenhas, tenha sido restituído ou não Manuel Zelaya”.

Esta resolução da crise tem um significado que excede a política hondurenha: marca o início de uma nova etapa, por certo involutiva, na qual Estados Unidos retomam sua tradicional política de apoio aos golpes militares e aos regimes autoritários afins com os interesses imperiais e ratifica o caráter hipócrita e vazio da retórica democrática permanentemente enunciada por Washington.

Convém aprender a lição: de agora em diante, democrático volta a ser todo o regime que se submete incondicionalmente aos desígnios norte-americanos; autoritário, populista ou despótico, não importa se o primeiro viola flagrantemente os direitos humanos, mantém estreitas relações com os narcotraficantes e paramilitares e sabota sem cessar os possíveis acordos de paz e a troca humanitária de que necessita a Colômbia para conquistar sua pacificação; ou que o segundo despeça, do dia pra noite, 46 mil trabalhadores da companhia de luz e força do centro e promova uma demente militarização da vida política americana.

Chávez, Correa e Morales, ao contrário, são populistas e autoritários, perigosos para seus vizinhos porque promovem diversas reformas sociais e plantam as sementes da discórdia em seus respectivos países. Aqui aparece uma vez mais a velha e falsa teoria conservadora que concebe a luta de classes não como produto das contradições sociais inerentes ao capitalismo, senão como a obra de um agente perverso que, dotado de imensos poderes, introduz o vírus do ódio e o conflito nas sociedades que antes de sua nefasta aparição sobressaíam pela harmonia de suas relações sociais.

Ante esta penosa regressão da política exterior norte-americana, são muitos os analistas e estudiosos da realidade internacional que plantam a tese de que a vitória dos golpistas hondurenhos expressa a declinação da hegemonia norte-americana. A partir desta constatação, termina-se por inocentar Barack Obama porque, supostamente, seus esforços não puderam encaminhar a crise em Honduras a uma resolução compatível com a institucionalidade democrática. Até que ponto é sustentável esta interpretação?

Há duas questões que devem ser examinadas: por um lado, a progressiva perda de capacidade hegemônica dos Estados Unidos na região. Por outro lado, as iniciativas concretas tomadas pela Casa Branca no marco da crise hondurenha. Em relação à primeira, é preciso reconhecer que a superpotência enfrenta uma diminuição de sua capacidade de dominação e controle sobre o sistema internacional, assim como sua influência econômica global, o que não significa que esta tendência não foi transportada linearmente para a América Latina e o Caribe.

Não seria temerária, senão muito mais próximo da verdade, a hipótese que havia dito de que, ante uma declinação relativa do império na arena mundial, aquele se apega com mais força ao que suas estratégias militares e diplomáticas consideram seu quintal e seu questionável entorno de seguridade territorial. Inclusive esta região do mundo foi a destinatária da primeira concepção de que a jovem república norte-americana elaborou em matéria de política exterior: a doutrina Monroe.

Portanto, o declínio global não necessariamente significa uma deterioração equivalente em sua capacidade de controlar sua tradicional “zona de influência”. É indubitável que o predomínio que os Estados Unidos tinham antes sobre seus vizinhos ao sul do rio Bravo ficou debilitado, mas ainda assim está longe de haver desaparecido. E isso nos conduz à análise do segundo aspecto assinalado mais acima.

Pode-se dizer que Obama atuou com todas suas forças para resolver a crise hondurenha em uma direção coerente com os imperativos da democracia e os direitos humanos? Definitivamente não. Suas iniciativas foram vacilantes, expressão das duas linhas que disputam a formulação de sua política exterior. Uma, reacionária até a medula e profundamente influenciada pelas necessidades e estratégias do complexo militar-industrial encontra em Hillary Clinton sua melhor porta-voz. Outra linha, muito mais difusa e dispersa, desejaria estabelecer relações mais respeitosas com os países da área ainda que isso implicasse abandonar a presunção hegemônica do passado, senão tão somente um certo adiamento da mesma, encontra seu principal representante no próprio Obama. Nesta luta o presidente se viu claramente superado por seus rivais que, desde o início, foram capazes de impor sua estratégia em relação à crise desatada em Honduras.

Caberia perguntar se esta interpretação não empresta validade à tese declinacionista. De nenhuma maneira. O que fica claro é que Obama tem um controle apenas marginal do aparato estatal norte-americano. Seria, portanto, mais correto dizer que foi o ocupante da Casa Branca que não pôde eleger outro rumo. Em outras palavras, se impõe mais uma vez distinguir entre o “governo permanente” deste país e seu “governo aparente”, simbolizado na figura do presidente.

O problema é que o esvaziamento da democracia estadunidense, um processo que vem se desenvolvendo ao longo do último meio século, faz com que a imagem presidencial tenha pouca autonomia para governar — em um hipotético caso do governo desejar levar a cabo uma política contrária aos interesses do “governo permanente”, essa nefasta rede de grandes oligopólios e seus lobbies, as forças armadas, políticos profissionais e grandes meios de comunicação que, como dissera Gore Vidal, mantém sequestrada a sociedade norte-americana.

Para resumir: a hipótese do declínio hegemônico fica desmentida quando se observa que, apesar da dita debilidade, Washington as engenha para firmar um tratado de cooperação militar com a Colômbia que,como recordara o comandante Fidel Castro Ruz dias passados em uma de suas “Reflexões”, equivale praticamente a uma anexação desse país sul-americano aos Estados Unidos. Esta iniciativa demonstra sua formidável capacidade de pressão, dominação e controle que, dada sua debilidade, ainda conserva o império.

É essa mesma capacidade que o levou a tirar rapidamente da cena negociadora o secretário geral da OEA em Tegucigalpa, cujos planos eram totalmente inaceitáveis aos golpistas, para substituí-lo por um velho peão da política estadunidense, Oscar Arias. É essa mesma capacidade a que o leva a sustentar contra o vento o criminal bloqueio a Cuba, mesmo na Assembleia Geral da ONU 187 dos 192 países tendo condenado essa política, tendo somente três defensores: Estados Unidos, seu cliente Israel e a ilha Palau (20 mil habitantes), um polígono de tiro das forças armadas norte-americanas na Micronésia.

O que o permite não ouvir à reclamação universal de indultar os cinco lutadores antiterroristas cubanos submetidos a desumanas condições de detenção nos Estados Unidos graças a uma escandalosa subversão do devido processo legal; ou manter uma infame prisão, violadora de todos os direitos humanos, na Base Naval de Guantánamo.

Se Obama houvesse demonstrado mesmo determinação para exigir a imediata restituição de Zelaya na presidência, a história teria sido outra. E tinha instrumentos em para fazê-lo: poderia ter decretado o bloqueio transitório das remessas dos imigrantes hondurenhos residentes nos Estados Unidos ou instruído as empresas norte-americanas radicadas em Honduras que preparassem planos para sua eventual evacuação, ou congelado os fundos dos políticos do regime e da oligarquia depositados nos bancos norte-americanos, ou embargar suas faustosas propriedades na Flórida.

São gestos nada inéditos, quase todos eles foram utilizados por George W. Bush para frustrar a vitória segura de Schafik Handal, candidato da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional, nas eleições de 2004 em El Salvador. Por que não se tentou algo similar nesta ocasião? Resposta: porque a política do “governo permanente” dos Estados Unidos dispõe coutra coisa e o inquilino da Casa Branca se inclinou frente essa decisão.

Conclusão: não é que os Estados Unidos não podem modificar o resultado da crise hondurenha, mas que, além das preferências de Obama, a classe dominante norte-americana e seus representantes políticos no aparato estatal quiseram que fosse outro o desenlace deste conflito, ainda sabendo as implicações funestas que esta decisão terá para a paz e a estabilidade política para este país da América Central.

Em linha com a desorbitada militarização da política hemisférica promovida desde os anos de George W. Bush — e da qual as sete bases concedidas por Uribe são apenas a ponta do iceberg — o “governo permanente” dos Estados Unidos apostou por sustentar os golpistas ao invés de apostar na reconstrução da democracia.

Não se tratou de uma questão de incapacidade, e sim de uma eleição estratégica concebida para reordenar a mãos militares o tumultuoso traseiro do império na América Central e para lançar um sinal de advertência aos governos de esquerda e progressistas da região.


Crise de Honduras é marco na cobertura jornalística da Telesur


Escritora desmascara "pensamento positivo" e livros de autoajuda


(FOTO: Lucas Dolega)


Surdo, subterrâneo rio de palavras
me corre lento pelo corpo todo;
amor sem margens onde a lua rompe
e nimba de luar o próprio lodo.

Correr do tempo ou só rumor do frio
onde o amor se perde e a razão de amar

- surdo, subterrâneo, impiedoso rio,
para onde vais, sem eu poder ficar?

Eugénio de Andrade

Mozilla Corporation también bloquea a los cubanos


Aunque no especifica cuál es la ley, es lógico suponer que extiende extraterritorialmente la ley norteamericana del bloqueo contra Cuba, como lo hacen Google, Hotmail y otras compañías en Internet


Y sigue el bloqueo para la Isla
mozilla-firefox-large-logo-wallpaper.jpg
Aunque no especifica cuál es la ley, es lógico suponer que extiende extraterritorialmente la ley norteamericana del bloqueo contra Cuba, como lo hacen Google, Hotmail y otras compañías en Internet
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Cubadebate.

YVKE Mundial

En la Habana
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Cuba y China

Empresas chinas y cubanas suscribieron en el día de hoy, en la isla la cooperación comercial y económica, donde figurarán acuerdos relacionados con la industria del níquel y otros con la compra-venta de camiones
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Dijo presidente Hugo Chávez
Hugo Chávez

Indicó que tampoco habrá quien pueda mediar para intentar conversación con el Presidente colombiano. Por otra parte, informó que en próxima cumbre a desarrollarse en La Habana se tomarán decisiones político-económicas para establecer empresas grannacionales
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Ante la llegada de Obama a Japón
hiroshima11.jpg
Sobrevivientes de Hiroshima y Nagasaki pidieron al presidente norteamericano, la abolición de las armas nucleares.

Sobrevivientes de los ataques nucleares de Estados Unidos sobre Hiroshima y Nagasaki se concentraron en las inmediaciones de la embajada estadounidense en Tokio, la capital japonesa para pedirle la abolición de las armas nucleares y prevenir que una tragedia así vuelva a repetirse.
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Chávez participó en manifestación contra bases gringas
Inmensa concentración cubrió Caracas

El presidente Chávez fustigó al gobierno lacayo y traidor de Álvaro Uribe y dijo que la hermandad de estas dos naciones Colombia y Venezuela los yanquis no podrán lanzarla por la borda
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Para el 2012
La inversión para este proyecto será de 682.723,347 bolívares, lo que equivale a 318 millones de dólares, aproximadamente

Este proyecto se divide en tres grandes grupos: Infraestructura, Tecnología de la Red y Tecnología de Información
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Auspiciada por MCTI y Fonacit
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Foto: Oscar Morffes
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Viceministra de Desarrollo, Científico y Tecnológico del MCTI, Karlin Granadillo. Foto: Oscar Morffes


Prensa YVKE Mundial - MCTI/ Oscar Morffes

El Ministerio del Poder Popular para Ciencia, Tecnología e Industrias Intermedias (MCTI), a través del Fondo Nacional de Ciencia, Tecnología e Innovación (Fonacit)en trabajo de cooperación con la embajada de Francia y la Red Venezolana de Nanotecnología, dieron inicio a las primeras Jornadas de Cooperación Franco-Venezolana de Nanociencia y Nanotecnología, desde la sede de la Fundación Instituto de Estudios Avanzados. (IDEA) La actividad se estará realizando durante los días 2 y 3 de noviembre.

Al evento de apertura se dieron cita la viceministra de Desarrollo, Científico y Tecnológico del MCTI, Karlin Granadillo, el embajador de Francia en Venezuela, Jean-Marc Laforet, la presidenta del Fonacit, Adriana Mora Acevedo, en compañía del representante de la Red Venezolana de Nanotecnología, Anwar Hasmy, conferencistas de Francia y demás actores, tanto de los organismos adscritos al MCTI, como voceros y conferencistas del país galo.

De esta manera, el gobierno bolivariano consolida, profundiza y da continuidad a los convenios de cooperación internacional, instrumentos de intercambio que han permitido desarrollar investigaciones, concretamente en el área de la Nanociencia y la Nanotecnologia en el país, impulsando el desarrollo de redes de laboratorio y, muy especialmente, la creación de una escuela de formación profesional a nivel de postgrado en estas importantes áreas.

¿Qué es la Nanotecnología?

Podemos aproximarnos a definir la Nanotecnología como el conjunto de conocimientos, metodologías y herramientas que los seres humanos hemos adquirido y desarrollado a fin de ser capaces de diseñar, sintetizar, y fabricar materiales, objetos y dispositivos de tamaño nanométrico o con precisión nanométrica.

El interés por fabricar estos nano-objetos o nano materiales se debe a que los mismos pueden presentar propiedades mejoradas o totalmente nuevas, debido a su tamaño pequeño.

La nano escala o escala nanométrica es el sistema de medida considerado para la Nanotecnología y la Nanociencia. Su unidad principal es el nanómetro (nm.) que coincide con la millonésima parte de un milímetro. Las dimensiones de los sistemas de escala nanométrica oscilan entre 1 y 100 nm.

Se dice que trabajamos en la nanoescala cuando los tamaños típicos de los objetos que se estudian o fabrican son inferiores a 100 nm.

En 1959, el físico estadounidense Richard Feynman (Premio Nobel de Física en 1965) impartió los postulados que dieron origen a esta disciplina en la conferencia «Hay mucho sitio ahí abajo» en la que demostraba que la manipulación de átomos y moléculas era posible y no violaba ley física alguna.

Importancia de la Nanotecnología

Igualmente, la nanotecnología es un tópico de vanguardia en la investigación multidisciplinar, donde muchas disciplinas tradicionales como la Biología, Química, Física, Ciencia de Materiales, Cibernética y Genética entre otras, convergen.

Este carácter multidisciplinario hace que la investigación en Nanotecnología sea compleja, necesite de un mayor aprendizaje, y requiera de un esfuerzo adicional por establecer contactos entre ámbitos científicos diferentes.

Nanociencia y Nanotecnología

Las Jornadas de Cooperación Franco-Venezolana de Nanociencia y Nanotecnología pasan a ser una iniciativa que busca impulsar esta temática en el país y se desarrollan de conjunto entre el Fonacit e investigadores procedentes de diversos lugares del mundo, bajo auspicio de la embajada de Francia en Venezuela con la idea de la creación de una escuela de Nanociencia y Nanotecnología en Venezuela, que se dedicará al estudio y formación de profesionales en estas áreas.

Estas Jornadas deben impulsar, desde los esfuerzos alcanzados por el PCP a través del Fonacit, un encuentro entre la ciencia y la interacción, con el entorno de avanzada mundial. Deben en suma, ser Jornadas que sirvan de puente entre el mundo académico y la sociedad.

De esta manera, el Fondo Nacional de Ciencia, Tecnología e Innovación (Fonacit) como ente adscrito al Ministerio del Poder Popular para Ciencia, Tecnología e Industrias Intermedias (MCTI), se propone impulsar y dar a conocer a la Nanociencia y la Nanotecnología, como avances en el campo del conocimiento, partiendo de los postulados del Proyecto Nacional Simón Bolívar, como Primer Plan Socialista de la Nación, en lo referido a la Nueva Geopolítica Internacional, y los acuerdos de cooperación multipolar que en suma, tributarán a la sociedad venezolana en temas inherentes a la diversificación de las relaciones político-económicas y culturales y en el fortalecimiento del desarrollo nacional.
YVKE Mundial

Sábado, Novembro 14, 2009

Cesar Fonseca: Grosseria inconsciente do falso elitismo


Cesar Fonseca


O filho de dona Canô se sente mal diante dos toscos, dos analfabetos, do ser outro em si mesmo, que revela o incômodo sartreano de que o inferno são os outros que precisam ser extirpados
Caetano Veloso, artista espetacular, projetou, freudianamente, sua essência – a grossura – sobre Lula , querendo colar ela nele, chamando o titular do Planalto de grosso, analfabeto, desmedido etc. Exagerou. Revelou consideração e ojeriza, amor e ódio pelo presidente, pois realçou o que considera o bem e o mal, inclusive, contrariou a insistência do repórter do Estadão sobre posições do artista, na tentativa buscar identificá-lo com os pregadores do estado mínimo, quando revelou horror a Margareth Thatcher e a Ronald Reagan, os conquistadores do Muro de Berlim, agora sob os escombros do capitalismo mergulhado em grande crise global. Qual a nova estética que essa pulsante derrocada capitalista, que fracassou em dar nova ordem sobre o socialismo soviético fracassado, abre ao espírito do poeta da tropicália? Não se soube.
Freud saberia explicar a malaise que tomou conta do poeta da tropicália em cuidar da aparência para desviar da essência que revela o si mesmo, incômodo pulsante e latente
Preocupado em desopilar seu fígado em cima do presidente, perdeu a nobreza espiritual , para ler a confusão reinante. Situou-se como um ET, no exterior da realidade, algo a-histórico, fora do lastro histórico social. Abstrato. Essência? Chato. Não teceu avaliações de conteúdo quanto à grossura presidencial. Ficou na aparência preguiçosa do incômodo produzido pela sonoridade do tom de voz – desafinado? – , solto, extrovertido, exagerado, do metalúrgico, que se tornou chefe de Estado em país da periferia capitalista sul-americana, historicamente, dependente da poupança externa, que a massacra. Marx destaca que a dívida externa é instrumento de dominação internacional. Com a dívida vem o ponto de vista e a cultura do emprestador de dinheiro, do comprador das artes, na prática do mecenato.
Incômodos sul-americanos
A estética nacionalista repugna os estômagos formados pelo liberalismo cínico que busca confundir igualdade jurídica com injuustiça social para criar a realidade invertida das consciências adulteradas
Quem, na periferia, tentar desarticular essa dominação, como foram e são os casos dos governantes de visão nacionalista, Getúlio, Peron, Cardenas, Evo Morales, Chavez, Lula, Cristina, Rafael Correa, Fidel, Alvarado etc, são taxados pelos beneficiários do mecenato de toscos, esteticamente, repugnantes. Um coleguinha, que acompanhou Lula, em Londres, durante seu primeiro mandato(2003-2006), se disse envergonhado diante da extroversão lulista, chamando os comandantes de estados europeus e americanos como camaradas de bate-papo, em coletiva. ”Falei, ontem, com o Blair”. “Pedi ao Bush”. “Comuniquei à Merkel”. “Conversei com o Sarkozy”. “Liguei pru Putin” etc. A intimidade expositiva do presidente na relação com os seus pares do primeiro mundo, sendo ele de terceiro mundo, cobriu de vergonha o ouvinte. Ego presidencial exacerbado? Sede de aparecer? Auto-afirmação além da conta? Lula, na avaliação de Caetanto Veloso, não guarda seu lugar, invade os espaços, exacerba. Precisa ser chamada sua atenção pelos bons modos, como diziam os senhores de escravos para aqueles pretos que não queriam obedecer as ordens sob coleiras no pescoço, ansiando pelo mundo de Zumbi dos Palmares. Fala pelos cotovelos. Incomoda , principalmente, os bons costumes adquiridos pela educação sofisticada da importação colonial, paga a juro alto, para esconder, por trás da farsa, sua própria brutalidade histórica. A verdade, como disse Trotski, é que os intelectuais, facilmente, comprados pelo dinheiro, não construiram, historicamente , na periferia do capitalismo, uma orientação honesta, capaz de constituir partidos políticos com os quais o pensamento evolucionista, libertador, revolucionário, se organizaria, mesclando e evoluindo no antagonismo de classe.
Nacionalistas analfabetos, toscos
Pensar sul-americana é expressar um primitivismo que repugna a sofisticação estética do capital que precisa dos seus porta-vozes para desacretidar e destruir a auto-estima da periferia capitalista, taxando-a de démodé
A cooptação ideológica, principalmente, praticada pelo liberalismo inglês, criador do espírito da propriedade privada, que estabelece a correlação segundo a qual a igualdade jurídica corresponde à desigualdade social, na tentativa de inverter a realidade, acaba fazendo a cabeça de pensadores e artistas honestos, convertendo-os em agentes sofisticados da cultura e dos modos importados. Cria-se, destaca Trotski, um gap entre o ideal e o real, para além do antagonismo de classe, deixando espaço para a emergência de lideranças extrovertidas, populares, populistas, que se lançam no vácuo das misérias políticas periféricas, subordinadas ao capital. O peronismo, o varguismo, como lembra Beto Almeida, é isso, a expressão da ausência dos partidos de esquerda, porque , na sua ânsia do ideal, condenam o real-nacional, como foi o caso do Partido Comunista Brasileiro, relativamente, a Getúlio. Essa impotência dos falsos intelectuais e artistas, decorrente da sua inadaptação ao nacional por ser internacional, na formação orgânico-dialética, subordina-os aos conceitos estéticos determinados pelo próprio capital, na evolução do seu processo de sobreacumulação, ditando comportamentos, cujos resultados são lucros. Trata-se de organizar a divisão social combinada com o interesse da reprodução sobreacumulativa do capital, principalmente, no campo da cultura. Como a indústria cultural é transnacional, a visão nacional , reprodutora da cultura popular, incomoda as determinações do processo lucrativo cultural. As mentes mentem. As rádios, as tevês, os comentaristas, todos precisam sintonizar-se com a estética dominante. No Governo Perón, transbordou-se a cultura popular; no de Getúlio, que tinha muita admiração pelo líder argentino, idém; os artistas iam ao Palácio. Gegê saia do serviço para ouvir Linda Batista nos cassinos. O que diziam os bens pensantes, os fernandos henriques cardosos, os caetanos velosos, a esquerda chic, sobre Gegê? Lacaio de Washington. O cara estava sendo bombardeado pelos jornais americanos, que orientam a linha editorial dos jornais sul-americanos da grande mídia, e a esquerda o considerava atrasado, ligado às raízes populares, abrindo espaço para o artista nacional.Vargas queria fazer da Rádio Nacional uma emissora internacional, com reprodução dos seus programas em todas as linguas. Queria internacionalizar o analfabetismo, os Lulas brasileiros com seus talentos. Chegou a ampliar pilotos em países do leste europeu. Almejava o que a tevê Globo está fazendo, isto é, ambientando o cenário internacional às suas novelas com conteúdo nacional, mas , diferentemente, do que antevia Vargas, subordinado aos padrões estéticos de roliúde, como dizia Glauber Rocha. O grammy que Caetano Veloso ganhou é uma disseminação cultural multinacional global americana. Getúlio Vargas estava de olho nessas potencialidades culturais brasileiras, sabendo que a dominação cultural acompanha o desenvolvimento do capital. Queria, portanto, sob nacionalismo, globalizar a cultura brasileira. Afinal, não foi isso que Tio Sam fez com o cinema durante o século 20, ampliando o American way of life? O poder de roliúde não deixou prosperar o sonho cultural nacionalista-getulista. Do mesmo jeito, Perón já prenunciava um esquema de comunicação sul-americano; em 1955, na conferência de Bandung, na Indonésia, pregou a TERCERA POSICION, equidistância, tanto do capitalismo como do comunismo, ficando longe da guerra fria, para pregar a construção do sul-americanismo.
Desintegrar para dominar
A estética nacionalista precisa ser destruída pela orientação da estética construída pelo capital que busca o lucro e o consumismo para homogeneizar consciências destituídas de energia auto-confiante, evolucionista
A TELESUR, criada pelo presidente Hugo Chavez, da Venezuela, visa a universalização sul-americana da pregação peronista. A cidade do cinema em Caracas, conforme relatou reportagem do caderno cultural do Valor Econômico, movimenta os artistas de toda a América do Sul. Energia cultural sul-americana em efervecencia total. Busca-se a construção da estética artistico-ideológica continental, para além dos estúdios de roliúde, das informações da CNN, da pasteurização ideológico-consumista-grammymista, que amaciam o pensamento dos artistas desejosos de que sobre si se eternize o spotlight narcísico, individualista, elitista. Essa vertende do padrão cultural em desenvolvimento, que acompanha a mudança dos ventos políticos na América Latina, levanta a implicância dos conservadores, cuja ojeriza pelo nacionalismo cultural-econômico-político-social reproduz o padrão de desenvolvimento econômico dependente de poupança externa. FHC aprofundou os estudos sobre a raiz da dependencia da América Latina, mas se rendeu a essa dependência, arriando seu pensamento às determinações do capital para o comportamento das elites, subordinada a ele, no plano cultural, político, econômico e social. Henfil , certa vez, disse que deixou de confiar em FHC porque durante as campanhas pelas diretas já em 1984 o sociólogo marxista se recusava a pisar com seu sapato lustrado no barro das ruas das periferias para levar o recado da democracia. Elitista, falso democrata, FHC, identificador das raízes da dependência, desenvolveu ojeriza total aos politicamente resistentes à dependência, como são os casos de Lula, Peron. Veste, agora, uma toga udenista lacerdista, como destaca o sociólogo Emir Sader. Caetano Velosso vai nessa linha, no plano político, sentido mal estar na extroversão política de um herdeiro da escravatura, feito metalúrgico, no regime do trabalho assalariado, feito presidente. Nem Caetano nem FHC se mostram à altura da sua inteligência para evoluir do plano da aparência, em relação a Lula, para o plano da essência.
Aparência e essência
A estética do capital é o poder da moeda do rico sobre o pobre para estabelecer a verdade ditada de fora para dentro pelo capital cuja lógica é a sobreacumulação e subsersão cultural total
Aparentemente, Lula é isso aí: tosco, analfabeto, repugnante, como , igualmente, tosco, repugnante é Hugo Chavez, esse crioulo cafuzo beiçudo, cabelo enrolado, como destacou, outro dia, um colunista da Veja etc. Estridentes, falam demais. Essencialmente, no entanto, Lula como Chavez tentam, a duras penas, reverter uma situação histórica brutal para os povos da periferia capitalista. Principalmente, a partir do final do século 19, os capitalistas europeus decidiram intensificar a exploração sobre as colônias, para que pudessem distribuir melhor a renda entre os trabalhadores europeus que estavam adquirindo forte consciência política. Durante todo o século 20, o Brasil foi fornecedor de mais valia para o trabalhador americano , enviando matérias primas baratas, revertidas em produtos manufaturados, vendidos ao câmbio favorecido, na periferia. Keynes, em Bretton Woods, em 1944, disse ao repórter do Jornal do Brasil e economista do Banco do Brasil, Santiago Fernandes, que a periferia era explorada pelo capitalismo cêntrico por intermédio do câmbio… e das artes, da cultura. A moeda do país rico cobra senhoriagem sobre a do país pobre. Resistir a essa tendência imposta pelo capital, ao longo de todo o século 20, por parte de governos nacionalistas, mereceu o mais eficaz dos remédios, a compra da consciência dos intelectuais , que operam na grande mídia, para desmerecer a posição da resistência nacionalista, inviabilizando a sua materialização por intermédio de partidos fortes e correntes artísticas fortes e determinadas. O vácuo é isso aí, os populistas, identificados com a massa, perigo para a elite que considera tal identificação analfabetismo congênito. A arma dos sofisticados é a tentativa perene de desacreditar do próprio potencial nacional, colocando em cena mitologias estéticas importadas. Acaba-se com o mito do Saci, para que predomine o do halloween. De que modo? Dizendo, por exemplo, que o Saci fede, porque vive no mato etc. Como o padrão roliudiano é o da limpeza aparente para esconder a essência suja da economia de guerra que sustenta o capitalismo, o padrão lulista , analfabeto, tosco, sujo, anti-estético é politicamente incorreto. Substantivamente, Lula e Chavez revertem, com suas políticas nacionalistas, anti-estéticas, perante o pensamento neoliberal, que prega a lipoaspiração total do Estado, a condição subordinativa da periferia.
Causam horror quando resolvem marchar como representante de categoria social historicamente excluída do padrão elitista de desenvolvimento, bancado pela dívida externa. Permitem com seu nacionalismo que os excluídos consumam. O capitalismo depende do consumo, mas, na periferia, contraditoriamente, o aumento do consumo das massas, que fortalece o mercado interno, energiza a moeda nacional, diminui a inflação e infla a auto-estima popular, incomoda as elites. O aumento do poder de compra, pela opção governamental em favor da valorização dos salários, eleva a demanda da indústria dos ricos, mas contraria os bem pensantes. Chegam à mesa deles outros modos, outra estética, rústica, de um pessoal analfabeto, que não sabe falar, que não se enxerga…. O baiano, filho de dona Canô, se sente mal…. Solta o inconsciente, grosso, se traindo, conferindo a verdade de Freud de que as palavras servem para esconder o pensamento.

Mudanças no modo de pensar a Ciência


Olival Freire Jr. é físico, professor do Instituto de Física – UFBa, Campus de Ondina, em Salvador. Ele tem um papel destacado na trajetória do PCdoB dos últimos 30 anos. Foi presidente estadual na Bahia e aceitou o enorme desafio de tirar o PCdoB-SP da crise dos anos 86-88. Com sua brilhante inteligência, capacidade política e talento pessoal, ele cumpriu a missão, retornando à Bahia em 1992 para dar sequência à carreira acadêmico-científica. Também aí brilhou sua luz. Tem foco na epistemologia, com inúmeros artigos publicados e participante de congressos internacionais onde vai granjeando respeito. Olival retorna agora ao Comitê Central, como cientista comprometido com o programa socialista para o Brasil, aprovado no 12º Congresso.

Tratei com Olival algo que me fascina, tratado em outros artigos do blog: estamos no limiar de um tempo que traz modificações tectônicas até para o próprio conhecimento. Cheguei a falar em paralelo (não analogia) com os tempos do renascimento. Bem, vai como aperitivo, porque o tema promete…

Olival

Mudanças no modo de pensar a Ciência

Olival, as fronteiras do conhecimento humano estão se expandindo. Não é período “normal” da história humana e do conhecimento, talvez se compare com a grande obra do renascimento dos séculos 14-17. São desafios muito grandes para a epistemologia, tua área, e para a própria teoria do conhecimento. Quais são as áreas de fronteira hoje na pesquisa, como impactam o “paradigma” normal das ciências?

Eu destacaria duas grandes áreas que estão na fronteira e podem influenciar o nosso modo de pensar a ciência. O estudo dos sistemas complexos e estudos relacionados à informação, nesse caso tanto a informação quântica quanto o significado da informação em sistemas biológicos relacionados à herança. O primeiro é um campo de estudos bem definido do ponto de vista matemático, e pode ser considerado um desdobramento do estudo de sistemas dinâmicos não lineares que os físicos têm chamado de sistemas caóticos. O campo de aplicações de tais estudos é, entretanto, muito diversificado, indo do estudo de fluidos à transmissão de doenças e às redes sociais. O impacto filosófico é que no estudo de tais sistemas precisamos abrir mão da centralidade da predição na evolução de um sistema. A segunda tem em comum a referência central ao conceito de informação e podem ou não convergir ou realizarem sinergias fecundas no futuro. As aplicações são relacionadas à promessa de uso da teoria quântica para uma nova etapa na informática, de um lado, e à engenharia genética, de outro. O impacto na epistemologia ainda é pouco claro, mas é certo que uma centralidade para o conceito de informação não se coaduna com a imagem de ciências que formamos até meados do século XX.

Como impactam, digamos assim, a teoria marxista, ou mais amplamente, da transformação social? Você escreveu uma capítulo do livro de Boaventura (Conhecimento prudente para uma vida decente), mas o livro nasceu sobre o debate de um pequeno texto desse autor, Discurso sobre as ciências, que foi seminal para alguns.

Todas as teorias sociais, incluindo aquelas inspiradas na tradição marxiana, deveriam ter em conta essas mudanças na imagem que temos das ciências da natureza. Não se trata de transpor conceitos, o que seria desastroso, mas cada grande pensador, tenha sido ele um Marx, um Darwin ou um Freud, tem elaborado novas ideias de algum modo marcado pelo horizonte intelectual, incluído o científico, de sua época. E o horizonte dos dias atuais está em rápida transformação. Muitos pensadores têm tentado extrair implicações desse novo horizonte para o pensamento social progressista, e Boaventura de Sousa Santos é um desses. Eu não concordo com todas as conclusões a que ele chega, e algumas das conclusões de

Discurso sobre as ciências

são apressadas e pouco consistentes. O debate a que você se refere começou com um ataque de um físico português à obra de Santos, considerando-a obscurantista. De fato esse físico defendia a posição de colocar a ciência acima de qualquer crítica, o que me parece indefensável face à ambiguidade da ciência nos dias atuais. O capítulo que escrevi para o livro de Santos, uma peça original em história da física, foi uma forma de defender o conjunto da obra de Santos face a uma crítica que me pareceu infundada sem significar um compromisso com o conjunto da obra de Santos. Pouco depois escrevi com Ileana Greca um artigo onde exploramos as implicações das ideias de Santos para a educação em ciências.

Que outros autores relevantes estão pensando nessa fronteira de questões no mundo?

É difícil avaliar a relevância de um autor em linhas tão curtas. Pessoalmente considero intrigantes as reflexões do historiador norte-americano Paul Forman sobre a ciência e pós-modernismo. Acho relevante, contudo, acompanhar e refletir sobre a obra de autores que têm caracterizado o horizonte intelectual em que vivemos como próprio de um novo paradigma para as ciências. Na UFBa temos um projeto recente apoiado pela FAPESB dedicado a essa temática.

Ciência e tecnologia são forças produtivas diretas e cada vez mais centrais no processo da produção. No Brasil, em que estágio estamos e que perspectivas se abrem após 7 anos de governo Lula?

O Brasil acumulou nos últimos 50 anos um grande capital em desenvolvimento científico gozando hoje de uma posição confortável no cenário internacional. Alguns frutos desse investimento sistemático podem ser visíveis mesmo em esforços tecnológicos como o da exploração do petróleo, da indústria aeronáutica ou na produção agrícola. Os cientistas não gostam de alardear o apoio que têm recebido, afinal precisam de mais recursos e apoio institucional, mas é fato que os dois governos Lula têm revelado compreensão do papel estratégico da ciência e tecnologia promovendo políticas públicas de apoio a essas áreas. A gestão dessas políticas tem também sido favorecida pela escolha acertada de dirigentes para a execução das mesmas. Agora, a ciência e tecnologia no Brasil enfrentam os problemas que derivam de um país com fortes desigualdades sociais. A debilidade e o caráter exclusivista de nossa educação básica limitam o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Somos os melhores no futebol porque toda criança brasileira aprende em casa a jogar futebol. Podemos ser melhores em ciência e tecnologia se a educação básica melhorar fornecendo os bons cientistas e engenheiros de amanhã.

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RSS Vermelho

Curtas

O Muro é em Wall Street

Uma ideologia é dominante quando se transforma em senso comum. A queda do Muro, como muitos fatos históricos, se transformou em mito. Mito de pretensa liberdade, do mercado organizando a vida social, grosseira ideologização.

O exame mais multilateral e crítico não sustenta tal mito. É certo que a queda do muro foi uma vitória política formidável sobre o socialismo, mas não da “liberdade”. É certo que o Muro de Berlim era símbolo de insensatez, insustentável fora do âmbito de tormentosos choques ideológicos e políticos que marcaram o século 20.

Leia mais »

http://www.vermelho.org.br/blogs/wsorrentino/

Tambores da guerra política

Fortalecer a rede pública de comunicação (1)

Apagão: a mídia anda com cheiro de queimado

Lula afirma que pretende ir à Conferência de Copenhague

Mistérios da mídia
Estranho: blecaute levou 15 minutos para afetar Ibope da Globo



Artigo
Marta Peres: Por que Luiz Inácio desagrada Caetano Veloso
Grande artista, não faz falta a Caetano Veloso um diploma de nível superior. Seus recentes comentários injuriosos a respeito do presidente com a maior aprovação da História do Brasil são indiscutivelmente coerentes - com sua visão d... Leia Mais





Dia de trabalho: Plenario vazio
Brasil
Chico Bruno: Descobrindo a pólvora
O competente repórter Evandro Éboli, mostra desde domingo como funciona a gazeta das quintas-feiras na Câmara dos Deputados nas páginas do jornal O Globo. Infelizmente, Éboli não incluiu na reportagem a gazeta do Senado, que funcion... Leia Mais




Tempos Quase Modernos (qual O Assunto Que Mais Lhe Interessa?)



(FOTO: Lucas Dolega) Un manifestante contra la OTAN enfrenta con gestos a los policías que lanzan gases lacrimógenos en Neuhof, Estrasburgo.

Qual o assunto que mais lhe interessa?
Qual o assunto que mais lhe interessa?
Além da vida in vitro feita nas coxas
E vivida às pressas


Qual o assunto que mais lhe interessa?
Qual o assunto que mais lhe interessa?


A mais-valia da morte
A última sentença
A violência nas ruas
O bioterrorismo
A soja transgênica
Clonagem da mente
Dos órgãos vitais
A nova ciência
Moral decadente
Tradição milenar
Outra tendência


Qual o assunto que mais lhe interessa?
Qual o assunto que mais lhe interessa?


Suicídio, livre arbítrio
Amor consentido, eutanásia
A divida congênita


O quinto partido, o tempo das máquinas
Monarquia playback, a república inventa
O eclipse lunar, a decadência moral
A calota polar, o império dos egos
O vidente cego, o cachimbo de Édipo
A paixão de Romeu, colapso dos mares
Crianças sem lares, a ausência de Deus...


Qual o assunto que mais lhe interessa?
Qual o assunto que mais lhe interessa?


A assembléia dos loucos, o juízo dos lobos
A vontade dos céus
A escala econômica em que o crime compensa


Qual o assunto em que mais você pensa?

Sexo, amor, culpa ou inocência
A dieta do Papa, o segredo de Fátima
A última penitência


Qual o assunto em que você mais pensa?
Qual o assunto que mais lhe interessa?
Qual o assunto que mais lhe interessa?
Qual o assunto em que mais você pensa?


Bom dia, Vietnã
Boa noite, Badgá
Adeus, Sherazade


Qual o assunto que mais lhe interessa?
Qual a verdade em que mais você pensa?


O fim da natureza
E o final da História
Glória, glória, glória,


Apenas uma canção invento agora, um poema
A madrugada é silêncio, a dor acalenta
Esquece o início de tudo e o fim dos tempos
Deita no colo de tua amada
Onde da misteriosa expansão do nada
O universo se alimenta


Qual o assunto em que mais você pensa?
Qual é a verdade em que mais você sente?
Qual a mentira em que mais acredita?
Qual é o nome que você mais grita?
Qual é a força que mais te enfraquece?
Qual é a fome que mais te alimenta?
Qual é o prato que mais te apetece
Qual é o mapa que mais te orienta?
Qual é o jogo que mais você ganha?
Qual é o ganho que mais te enriquece?
Qual é a perda que mais você chora?
Qual é a casa em que mais você mora?
Qual é a frase que mais você fala?
Qual é a fala que mais você cala?
Qual é o assunto que mais você teme?
Qual é o tema que mais ignora?


Qual o assunto que mais lhe interessa?

Roberto Mendes e Capinam


La Pasionaria Selénia alle


El gobierno de Nicolas Sarkozy publicó un decreto que prohíbe cubrirse voluntariamente el rostro durante manifestaciones o protestas en las calles. El texto prevé multas de entre 1500 a 3000 euros para quienes usen pasamontañas u otros artículos con el objeto de no ser identificados.
Leer más

YVKE Mundial

francia_manifestantes_antiotan432_20090620.jpg
(FOTO: Archivo) Manifestantes anti-Otan durante las manifestaciones contra la Alianza Atlántica en Estrasburgo en abril de 2009

(FOTO: Lucas Dolega) Un manifestante contra la OTAN enfrenta con gestos a los policías que lanzan gases lacrimógenos en Neuhof, Estrasburgo.
(FOTO: Boris Roessler) Una miembro del llamado "ejército de payasos" posa con una pistola de juguete durante una protesta contra la OTAN en Estrasburgo.
(FOTO: Lucas Dolega) Policías franceses empujan a manifestantes disfrazados de payasos, al interior de un autobús en Neuhof.
(FOTO: Lucas Dolega) Un manifestante contra la OTAN devuelve un bote de gas lacrimógeno a la policía en Neuhof.
(FOTO: Lucas Dolega) Policías antidisturbios atacan botes de gas lacrimógeno contra manifestantes anti-OTAN en Neuhof.
(FOTO: Lucas Dolega) Un grupo de manifestantes desnudos protestan contra la OTAN en Neuhof.
(FOTO: Patrick Seeger) Varios policías atacan a manifestantes durante la protesta en Baden-Baden, Alemania.
(FOTO: Lucas Dolega) Un manifestante ondea una bandera junto a una gasolinera en llamas durante la manifestación anti OTAN en Estrasburgo.
(FOTO: Mathieu Cugnot) Un agente de policía arresta a varios manifestantes durante la manifestación de activistas contrarios a la OTAN en Estrasburgo
(FOTO: Lucas Dolega) Agentes de la policía francesa lanzan gas lacrimógeno contra los manifestantes anti OTAN.

Fotos: YVKE Mundial
Prensa web YVKE, Agencias
Viernes, 3 de Abr de 2009.

Eva Golinger: La guerra cibernética


(FOTO: Lucas Dolega) Un manifestante contra la OTAN enfrenta con gestos a los policías que lanzan gases lacrimógenos en Neuhof, Estrasburgo.

Eva Golinger: La guerra cibernética (Aporrea)

La Doctrina Conjunta de Operaciones de Información del Pentágono de Estados Unidos (con fecha de Febrero 2006) explica que “para tener éxito, es necesario que las fuerzas armadas estadounidenses obtengan y mantengan la superioridad de información.” Las “operaciones de información se definen como “el empleo integral de la guerra electrónica (EW), las operaciones de las redes de computadoras (CNO), las operaciones psicológicas (PSYOP), la decepción militar (MILDEC) y las operaciones de seguridad (OPSEC), en conjunto con capacidades específicas de apoyo, para influenciar, interrumpir, corrompir o usurpar las decisiones de los adversarios humanos y automatizados para proteger a las nuestras.” Según la doctrina, las operaciones de información estan conformadas por estas cinco capacidades: PSYOP, MILDEC, OPSEC, EW y CNO, tres de las cuales, PSYOP, OPSEC y MILDEC, han formado una parte fundamental de las operaciones militares durante siglos. Dentro de la edad moderna, han sido acompañado por la guerra electrónica (EW) y las operaciones de las redes de computadores (CNO), concepto que también ha creado una nueva forma de guerra: la cibernética.
Las capacidades de las operaciones de información pueden ser empleadas en operaciones ofensivas tanto como defensivas de manera simultánea para cumplir con la misión, incrementar la efectividad de su fuerza y proteger sus organizaciones y sistemas. La doctrina articula once objetivos de estas operaciones: (1) Destruir: dañar un sistema o entidad hasta el punto en que ya no puede funcionar ni ser restaurado a una condición útil sin que lo reconstruyen por completo; (2) Interrumpir: romper o interrumpir el flujo de la información; (3) Degradar: reducir la efectividad o eficiencia de los sistemas de comunicación del adversario y sus capacidades de recolección de información. También pueden degradar la moral de una unidad, reducir el valor del blanco, o reducir la calidad de las decisiones y acciones del adversario; (4) Negar: impedir al adversario de acceder y utilizar información, sistemas y servicios críticos; (5) Engañar: causar a una persona de creer algo falso. MILDEC buscar engañar los adversarios a través de la manipulación de su percepción de la realidad; (6) Explotar: lograr acceso a los sistemas del adversario para recolectar información o sembrar información falsa o decepcionante; (7) Influenciar: causar a otros de comportarse en una manera favorable a las fuerzas armadas estadounidenses; (8) Proteger: tomar acciones para guardar contra el espionaje o la captura de equipos e información sensible; (9) Detectar: descubrir la existencia, presencia o hecho de una invasión en los sistemas de información; (10) Restorar: reponer a la información y sistemas de información a su estado original; (11) Responder: reaccionar rapidamente a los ataques o invasiones del adversario.

Mate Steinforth
New York
De estas estrategias, las operaciones psicológicas (PSYOP) son muy conocidas ya por la Revolución Bolivariana. En junio del 2005, el Pentágono lanzó un equipo de PSYOP especialmente dirigida a Venezuela para proyectar ciertas matrices de opinión que buscaban desacreditar al gobierno venezolano y demonizar al Presidente Chávez. Adicionalmente, las PSYOP en Venezuela han estado dirigidas a las comunidades que apoyan al Presidente Chávez para intentar disminuir ese apoyo e eventualmente, destruir la base de la revolución. Las PSYOP son operaciones planificadas que promueven información e indicadores hacia audiencias “extranjeras” para influenciar sobre sus emociones, motivos, razonamiento objetivo y últimamente, el comportamiento de sus gobiernos, organizaciones, grupos e individuos. Las PSYOP forman una parte vital de las actividades y municiones de Estados Unidos para influenciar la opinión mundial para que sea favorable a los intereses estadounidenses.

(Mate Steinforth New York)

La “decepción militar” (MILDEC) se describe como “aquellas acciones ejecutadas para intencionalmente engañar los adversarios sobre las capacidades, intenciones y operaciones de las fuerzas militares estadounidenses y de sus aliados.” MILDEC promueve el análisis equivocado, causando al adversario de llegar a conclusiones falsas, mientras que las operaciones de seguridad (OPSEC) buscan negar información verdadera a un adversario y prevenir que lleguen a conclusiones puntuales. La guerra electrónica (EW) se refiere a cualquier acción militar que involucra el uso de energía electromagnética para controlar el espectro electrónico o atacar al adversario. EW incluye a tres subdivisiones principales: el ataque electrónico (EA), la protección electrónica (EP) y el apoyo a la guerra electrónica (ES). EA se trata del uso de la energía electromagnético, la energía direccionada o los armas anti-radiación para atacar a personal, sedes o equipos con la intención de neutralizar o destruir la capacidad de combate del enemigo. EP asegura el uso seguro del espectro electromagnético y ES consiste en acciones bajo el control directo de un comandante operativo para buscar, interceptar, identificar o localizar fuentes de energía electromagnético para el reconocimiento inmediato de amenazas y la planificación y conducción de futuras operaciones.

(Mate Steinforth)

Las operaciones de las redes de computadoras (CNO) son de último modelo. Estas operaciones se sostienen en el incremento del uso de computadores en red y el apoyo de las infraestructuras de tecnología e informática por parte de organizaciones militares y civiles. CNO se utiliza para atacar, engañar, degradar, interrumpir, negar, explotar y defender infraestructuras e información electrónica. Según la doctrina, “el incremento en la dependencia de las computadores y redes por parte de fuerzas militares no sofisticadas y grupos terroristas para pasar información confidencial refuerza la importancia de las CNO en los planes y actividades de las operaciones de información. Mientras que las capacidades de computadores y el rango de su empleo incrementan, nuevas oportunidades y puntos vulnerables desarrollarán. Esto ofrece oportunidades para atacar y explotar las debilidades de los sistemas de computadores de un adversario…”

Recientemente, el Coronel Charles W. Williamson III de la Agencia de Inteligencia, Espionaje y Reconocmiento de las Fuerzas Aereas de EEUU, abogó por la creación de una red de “robot” (“botnet”) que pudiera direccionar cantidades masivas de tráfico vía internet para bombardear a las computadoras y sistemas electrónicas de los adversarios para que pierdan su capacidad de comunicación y se conviertan en “nada más que metal y plástico”. Esta táctica lo denomina “bombas de carpeta” en ciberespacio. El “botnet” es una colección de computadoras distribuidas de manera amplia y controladas desde un (o más) punto específico. Botnets utilizan a procesos automatizados para romper las defensas de computadores en cualquier parte del mundo y luego sembrar sus programas o códigos. A veces esto sucede con un correo electrónico engañoso que termina instalando e código en la computadora de la víctima. Las maquinas infectadas se titulan “zombis” y son controladas vía remoto por los hackeadores. Esto se puede hacer con millones de computadoras a la misma vez.(Mate Steinforth)

El Coronel Williamson III propone la creación de un botnet para las fuerzas aéreas de Estados Unidos que contará con miles de computadores ya programadas y bajo el control de un solo comandante: el Comandante del Componente Conjunto de la Fuerza Aerea (JFACC). El JFACC es responsable por la capacidad de “ataque profundo” y opera siempre en una “guerra paralela” con cientos de ataques simultáneos contra cientos de lugares distintos. Esto, según Coronel Williamson, es exactamente la clase de capacidad que promoverá el botnet que él propone.

Estados Unidos esta rápidamente desarrollando nuevas tecnologías para atacar, debilitar y neutralizar a los adversarios que no necesariamente poseen armamento tradicional. La guerra de información y la guerra cibernética son los campos de batalla de este siglo y es necesario ser creativos con el desarrollo de armamento que se adapta a este nuevo escenario. Quien controla la información, gana la batalla.


Cidades Feridas


Por Barbara Freitag

Entre 13 e 14 de fevereiro de 1945, a cidade alemã de Dresden, considerada até então a ''Florença do rio Elba'', foi bombardeada pelos aliados, sendo quase totalmente destruída. Esse violento ataque aéreo marcou o início do fim da Segunda Guerra Mundial, selada com a rendição incondicional da Alemanha nazista em 8 de maio do mesmo ano. A data é lembrada em número especial da revista Diário, dedicado às ''Metrópoles - histórias de cidades feridas'' (nº 46/ano IV/2001), editada em Milão.

Entre as ''cidades feridas'', ganham destaque Nova York e Kabul, Groszny e Beirute, Oklahoma e Sarajevo, Hiroshima e Stalingrado, Berlim e Dresden. Mas também encontramos referências a Tróia e Atenas, a Tenochtitlán e à Córdova da virada do século XIV/XV, reconquistada pelos reis católicos Fernando e Isabel. Ao mergulhar nos vários artigos sobre metrópoles tão distintas, localizadas em diferentes continentes, abrangendo mais de 500 anos de história urbana, é fácil identificar o denominador comum que permitiu aos redatores reunir todas essas cidades no suplemento especial da revista: são cidades vitimadas por guerras, feridas pela mão do homem.

Em seu livro clássico Cidades na história, Lewis Mumford faz referência à dupla vocação das cidades, simbolizada no hieróglifo egípcio que representa ''cidade'': o círculo envolvendo uma cruz ou grade. O círculo representaria as muralhas, a proteção e a defesa da vida, a cruz ou grade, a tomada de posse de um território, a ser conquistado e expandido. A primeira função estaria a encargo das mulheres, que geram, preservam, protegem a vida humana; a segunda função, a bélica, estaria a cargo dos homens, que transcendem os limites da própria cidade e invadem a alheia para conquistá-la, subjugá-la, dominá-la, depois de feri-la de morte.

Tróia é o melhor exemplo. Como nos relata Homero, na Ilíada, Tróia resistira ao cerco dos gregos durante dez anos e finalmente é tomada graças ao cavalo de madeira, em cujo ventre se escondiam guerreiros. Os troianos, aceitando o falso presente como símbolo de sua vitória, levaram-no para dentro das muralhas. Como é sabido, os gregos saíram de seu esconderijo, incendiando a Tróia adormecida, cansada dos festejos de sua suposta vitória.

Ao ler os fascinantes artigos do suplemento ''Metrópoles: história de cidades feridas'', senti falta de dois aspectos que me parecem importantes no tratamento do tema: ou seja, de um lado, a busca de causas para os ferimentos que não fossem exclusivamente as guerras e, de outro, o papel dos habitantes na reconstrução das cidades destruídas.

Passando em revista várias cidades cujo destino fascinou a imaginação dos homens, constatei que a guerra parece ser somente uma das muitas causas dos ferimentos causados e sofridos.

Entre outras causas, é preciso mencionar ''as forças da natureza'', como tempestades, incêndios, terremotos, maremotos, erupções vulcânicas, enchentes, entre outras. É o caso de Lisboa, abalada várias vezes por terremotos, dos quais o de 1755 foi certamente o mais grave e tenebroso. É o caso de Pompéia, que poucos anos antes da erupção do Vesúvio, em 79 d.C., que a soterraria sob cinco metros de cinzas, tinha sido fortemente abalada por um terremoto. É o caso de cidades centro e norte-americanas como Manágua e México, Los Angeles e San Francisco, construídas em territórios móveis da costa do Pacífico, onde freqüentemente se manifestam megarreajustamentos das diferentes camadas e placas do subsolo terrestre.

Barbara Freitag é professora pesquisadora da Unb .




E tu

Patética,
desesperada,
em yiddish,
a voz longínqua de uma mulher.

a quem diante dos olhos
esquartejam o filho.

Aos urros,
a mulher.

Depois
um queixume em árabe,
ainda uma mulher
a quem a casa.

Ou o filho.

A sua voz é lancinante,
aterradora.

E tu
que afias um lápis
ou consertas um casaco rasgado.
Podias ao menos
estremecer.

(Traduzido de Seule la mer, versão francesa do romance em verso de Amos Z, de 1999. Gallimard, 2002)

nefriakai

MULHER PALESTINA

AFP
http://www.estadao.com.br/fotos/chegada_gaza.jpg
REUTERS
Um mulher palestina senta em meio aos destroços após ataque israelense em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa (GAZA)
Foto: Reuters:
Um mulher palestina senta em meio aos destroços
após ataque israelense em Rafah, no sul...

[mulher-palestina-chora-070320_f_006.jpg.jpg]
UOL

Mulher palestina chora diante das ruínas de sua casa, em Jabaliya, ao norte de Gaza. Foto de AP/JERRY LAMPEN, no Le Monde

Mulher palestina chora diante das ruínas de sua casa, em Jabaliya, ao norte de Gaza.

Foto de AP/JERRY LAMPEN, no Le Monde

http://oglobo.globo.com/fotos/2008/02/19/19_MVG_mul_siham1.jpg
http://www.atarde.com.br/arquivos/2009/01/71689.jpgMulher palestina ferida durante ataque aéreo israelita em Gaza
http://lifegood.zip.net/images/02palestina01.jpg
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,16479798-FMM,00.jpg
Mulher palestina lamenta a destruição provocada pelos ataques à Cidade de Gaza. (Foto: AFP)

Palestinos Mulher palestina participa de protesto em meio a palestinos armados em Ramallah, Cisjordânia

http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/pgaza_chorando_ap.jpg
Mulher palestina chora durante funeral de um dos militantes do Hamas / AP
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) declarou-se neste domingo 'preocupado' com o aumento do número de vítimas civis na Faixa de Gaza, no nono dia da ofensiva militar israelense.               Foto:Mohammed Abed/AFP
Foto:Mohammed Abed/AFP
http://1.bp.blogspot.com/_vs40m2QbmO8/SVqK3R2LzKI/AAAAAAAAYDE/uh_BWJkOkq4/s400/mourning.jpg
Mulheres Palestinas
http://www.idelberavelar.com/palestina-luto.jpg
Foto: AFP
Fogo israelense sobre Gaza. (Foto: AFP)
Foto: Arte/G1
Mapa localiza bombardeios do Hamas e de Israel nesta terça-feira (13) (Foto: Arte/G1)
AFP
Palestina mostra cravos vermelhos em fazenda de flores no campo de refugiados de Rafah, na Faixa de Gaza.
@
http://blog.estadao.com.br/blog/media/flroes.jpg
Daily Telegraph.
http://www.atlascoop.net/images/arabe.jpg
Mindfulness Bell

palestinian-flag.jpg


3fawm.gif (19014 bytes)

palestina.gif (10242 bytes)

http://www.urap.pt/images/stories/fotografias/palestina_mulher.jpg
http://www.urap.pt/
logotipo urap




http://lh5.ggpht.com/_Xk7uDiUkyyA/SWKrsxvzPlI/AAAAAAAACok/iIXmxE7j9gE/s800/nablus-palestina.jpg

lh5.ggpht.com/nablus-palestina.
PALESTINA, PALESTINA, PALESTINA"Imagem: Fernando Manero (Geo)
[72807000.jpg]

Wolfgang Goethe: Prometeu


Encobre, ó Zeus!
o céu com suas nuvens.
E como o jovem
que gosta de colher
cardos no campo, em teu poder conserva
o robusto carvalho e o alto cume
da espaçosa montanha.

Mas consente que eu use
essa terra que é minha,
esse abrigo que eu fiz,
e esta forja que quando faço arder,
tu, no Olimpo, me invejas.

Nada mais pobre eu conheci, ó deuses
do que vós próprios.
Apenas vos nutris
de sacrifícios
e de preces,
dedicados a vossa majestade.

Morreríeis de fome se não fossem
as crianças, os loucos, os mendigos
que vivem de ilusões.

Quando eu era menino
e nada conhecia,
ao sol se erguiam meus sentidos olhos
como se lá houvessem
ouvidos que escutassem meus lamentos,
e um coração tivesse igual ao meu
capaz de consolar a minha angústia.

E quem contra a insolência
da turba dos titãs me auxiliou?
Quem me salvou da morte
e me impediu a escravidão?

Não foste tu meu coração somente
ardendo numa chama inextinguível?

Jovem e ingênuo eu tudo agradecia
àquele que no céu dorme na ociosidade.

Como prestar-te honra?
Mas por que?

Deste jamais alívio
aos oprimidos?

Já enxugaste as lágrimas
dos que são infelizes?

Formei um homem,
mas um homem afinal que só se curva
perante o Tempo e o Fado
que são tão meus senhores como teus.

Pensaste tu talvez
que poderia desprezar a vida
e ao deserto fugir
porque nem todos
os meus sonhos floriram?

Aqui estou.
Homens faço segundo a minha imagem,
Homens que serão logo iguais a mim.
Divertem-se e padecem,
gozam e choram
mas não se renderão aos poderosos
como também eu nunca me rendi!

Edmundo Moniz - Poemas da Liberdade

Uma Antologia Poética de Dante a Brecht
Editora Civilização Brasileira. Vermelho.

http://www.opovo.com.br/opovo/internacional/img/846948_not_fot.jpg
Jovem palestino arremessa pedras nas forças militares israelenses em Jerusalém (Foto: AHMAD GHARABLI/AFP)
(FOTO: Agencia) Un grupo de palestinos caminan entre los restos de lo que fueran sus casas en el campo de refugiados de Jebalia, al norte de la Franja de Gaza.
http://www.radiomundial.com.ve/yvke/download.php?id=
(Foto: Lucas Dolega) Miles de manifestantes pro Palestina protestan durante una concentración contra la ofensiva militar israelí, en París. 17/01/09.
Prensa web YVKE, Agencias
Palestina1
http://www.paginavermelha.org/noticias/imagens/palestina02.jpg
http://www.paginavermelha.org/

Criança palestina chora na Faixa de Gaza
O atacante franco-malinês Frédéric Kanouté, do Sevilla, expressou na noite de quarta-feira, em pleno jogo, seu apoio aos palestinos de Gaza ao exibir uma camiseta com a inscrição 'Palestina' em vários idiomas depois de marcar um gol.               Foto:Cristina Quicler/AFP
SEVILHA, Espanha (AFP) - O atacante franco-malinês Frédéric Kanouté, do Sevilla, expressou, em pleno jogo, seu apoio aos palestinos de Gaza ao exibir uma camiseta com a inscrição "Palestina" em vários idiomas depois de marcar um gol.
http://brasil.indymedia.org/images/2008/01/407625.jpg
stoa.usp.br

http://www.pco.org.br/banco_arquivos/conoticias/imagens/6135.jpg
Estado de Israel – 1948-2008
60 anos de apartheid na Palestina
O sionismo criou um novo Estado, nascido de uma guerra no berço da civilização humana, que se prolonga por seis décadas. Hoje, sessenta anos depois, a usurpação da Palestina em favor do imperialismo chegou a seu completo esgotamento

nina1.jpg
Funeral de Anwar Abu Etah, niño muerto este viernes en Beit Lahiya, Gaza, junto a 3 familiares por un tanque israelí.
[Mulher+pela+Pasz.jpg]
mujeresllanto.jpg
(Foto: I.ZAYDAH) Mujeres palestinas lloran la muerte de sus seres queridos en un funeral en Beit Lahiya, al norte de Gaza. 15-01-09.
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(Foto: K.HAMRA) Una mujer herida es evacuada tras un bombardeo israelí en Ciudad de Gaza. 15-01-09.
Niños palestinos ven a través de la ventana de una escuela en Jabalya, al norte de Gaza. Se protegen de los ataques israelíes (Foto: Mohammed Salem)

Khaled Meshall, do Hamas: "Gaza está em pé e resiste."

pan.jpg
(Foto: S.SALEM) Mujeres palestinas cuecen pan en la azotea de su vivienda, en el norte de Gaza. Pan es el único alimento que comen los palestinos, cuando Israel permite la distribución de trigo. 14-01-09
estambul.jpg
Niños de una escuela primaria en Estambúl, Tuquía, guardaron un minuto de silencio por los muertos en Palestina (Foto:Yahoo Noticias)

Frente do panfleto baiano que convoca o protesto

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"Toda Gaza es un cementerio". (Foto: Agencias)

Minha foto








http://www.radiomundial.com.ve/yvke/download.php?id=15476&sid=d4b2dbfe653ba5b074854b018324ce04
Palestinos lloran en el hospital de Kamal Odwan a sus familiares asesinados luego de que un tanque israelí disparara contra ellos en Gaza .
20090109-633670975637656250w.jpg
(Foto: M.SABER) Funeral del periodista palestino Ihab al Iwheede, muerto cuando un tanque israelí bombardeó su casa en la ciudad de Gaza. 09-01-09.
niñapalestinaGaza.jpg
(Foto: M.SALEM) Una niña palestina sostiene a su hermano a su paso por la mezquita al-Noor, destruida por un bombardeo israelí en Gaza. 08-01-09
mujerrafah.jpg
(Foto: I.A.MUSTAFA) Una mujer palestina se sienta junto las ruinas de su vivienda destruida por un bombardeo israelí en Rafah, en el sur de la Franja de Gaza. 09-01-09 A Palestinian woman sits beside her destroyed house after an Israeli air strike in Rafah in the southern Gaza Strip January 9, 2009.

Hombres, mujeres y niños son víctimas de la matanza que perpetra en la Franja de Gaza el Ejército de Israel. La violación del derecho a la vida horroriza al mundo, mientras los llamados a detener el fuego contra un pueblo indefenso es ignorado por el gobierno hebreo. (Fotos tomadas de la Red Internet / ABI).
http://www.radiomundial.com.ve/yvke/download.php?id=15397
(Foto extraída de Yahoo Noticias)
muerta.jpg
Una de las niñas fallecidas en la escuela (Foto: Agencias)
familias.jpg
Numerosas familias se refugiaban en la escuela (Foto: Agencias)

Activistas israelíes protestaron frente a la residencia de Ehud Olmert en Jerusalén. El cartel en hebreo al centro dice: "Judíos y árabes se niegan a ser enemigos".
[yup.jpg]
Boicot a Israel

Fotografias:
Moments of Gaza
Al Jazeera
In Gaza
YVKE Mundial


Minha foto

Mulher palestina chora em frente a mesquita em Beit Hanoun


Soldados israelenses teriam começado a disparar contra a multidão. Pelo menos duas mulheres foram mortas e outras ficaram feridas. Algumas levavam crianças no colo.
BBC


Favela " Morro da Providencia", Rio de Janiero.
28 millimetres projet : Women
Fotógrafo Ativista JR aqui.
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PORTFOLIO

http://www.jr-art.net/

Fotógrafo Ativista JR aqui.


http://www.28millimetres.com/women/



pañuelos simbólicos
http://photos1.blogger.com/x/blogger/485/3885/1600/374285/IMG_3468.jpg
http://photos1.blogger.com/x/blogger/485/3885/1600/488942/369593.jpg
http://photos1.blogger.com/x/blogger/485/3885/1600/10487/dc_20061222_1022.jpg
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as pernas de Madri

Autor Rogério R

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(Foto n 13 de Erik Reis)
homenagem ao
Pañuelos en Rebeldía, que "es un equipo de educación popular que viene desarrollando su práctica política pedagógica con diferentes movimientos populares de Argentina y de América Latina. Nuestro nombre rescata el significado simbólico de diversos pañuelos: los pañuelos blancos de las Madres de Plaza de Mayo; los pañuelos piqueteros que resisten al modelo neoliberal que pretendió convertirlos en los desaparecidos de hoy; los pañuelos zapatistas, y la wipala, que expresan con su dignidad rebelde el camino por los senderos antiguos así como las nuevas búsquedas de los pueblos originarios; los pañuelos lilas, que representan la lucha feminista antipatriarcal; los pañuelos palestinos, que resisten las agresiones imperialistas; y muchos otros pañuelos que, junto con otros símbolos, como las zapatillas de los pibes y pibas de Cromañon que hoy recuperan las luchas contra las nuevas formas de impunidad, o la estrella roja del guevarismo, forjan nuevas rebeldías y gestan nuevas esperanzas emancipatorias".http://www.panuelosenrebeldia.com.ar/http://photos1.blogger.com/x/blogger/485/3885/1600/391185/rb3d_38.jpg
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p.afonso y r.filgueira
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Lunar Sea . Corpo e Tecnologia


Por Priscila Davanzo

Uma abordagem da relação corpo-máquina a partir dos filmes Matrix, Metrópolis e Tempos Modernos

O Corpo Modificado a partir da tecnologia que o circunda

imagem: momix


MOMIX

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Amor Líquido. Sobre a fragilidade dos laços humanos


Zygmunt Bauman

Tradução: Carlos Alberto Medeiros

A modernidade líquida – um mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível – em que vivemos traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos, um amor líquido. Zygmunt Bauman, um dos mais originais e perspicazes sociólogos em atividade, investiga nesse livro de que forma nossas relações tornam-se cada vez mais “flexíveis”, gerando níveis de insegurança sempre maiores. A prioridade a relacionamentos em “redes”, as quais podem ser tecidas ou desmanchadas com igual facilidade – e freqüentemente sem que isso envolva nenhum contato além do virtual –, faz com que não saibamos mais manter laços a longo prazo. Mais que uma mera e triste constatação, esse livro é um alerta: não apenas as relações amorosas e os vínculos familiares são afetados, mas também a nossa capacidade de tratar um estranho com humanidade é prejudicada. Como exemplo, o autor examina a crise na atual política imigratória de diversos países da União Européia e a forma como a sociedade tende a creditar seus medos, sempre crescentes, a estrangeiros e refugiados. Com sua usual percepção fina e apurada, Bauman busca esclarecer, registrar e apreender de que forma o homem sem vínculos — figura central dos tempos modernos — se conecta.

em Portugal.


Não me importa a palavra,
esta corriqueira.
Quero é o esplêndido caos
onde emerge a sintaxe,
os sítios escuros
onde nasce o "de",
o "aliás" o "porém", o "que"
esta incompreensível muleta
que me apóia
Quem entender a linguagem
encontra Deus
cujo filho é verbo.

Adélia Prado




Porque a lo difícil llaman incomprensible, y locura a todo lo que sale de la vulgaridad a que los que tal dicen están acostumbrados. (Dámaso Alonso)



Do mar

Quando o mar

Quando o mar tem mais segredo
Não é quando ele se agita
Nem é quando é tempestade
Nem é quando é ventania
Quando o mar tem mais segredo
É quando é calmaria
Quando o amor
Quando o amor tem mais perigo
Não é quando ele se arrisca
Nem é quando ele se ausenta
Nem quando eu me desespero
O amor tem mais perigo
É quando ele é sincero.

S Costa.
Cacaso.





Te llaman porvenir porque no vienes nunca. Te llaman: porvenir, y esperan que tú llegues como un animal manso a comer en su mano. Pero tú permaneces más allá de las horas, agazapado no se sabe dónde. ... Mañana! Y mañana será otro día tranquilo un día como hoy, jueves o martes, cualquier cosa y no eso que esperamos aún, todavía, siempre.

Ángel González
Imagens @


Hilda Hilst

“Que vertigem, Pai.

Pueril e devasso
No furor da tua víscera
Trituras a cada dia
Meu exíguo espaço”.

E mais:

“Descansa.
O Homem já se fez
O escuro cego raivoso animal
Que pretendias”.

Discurso da ruptura, blasfêmia declarada, pois:

“Não percebes […]
Que há uma luz que nasce da blasfêmia
E amortece na pena?”

Amavisse representa o melhor do lirismo de Hilda Hilst ao celebrar o amor e o desejo em passagens como esta:

“Como se te perdesse, assim te quero.
Como se não te visse (favas douradas
sob um amarelo) assim te apreendo brusco
inamovível, e te respiro inteiro
Um arco-íris de ar em águas profundas […]

Como se te perdesses nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada”.

É uma poesia noturna, lunar, herdeira do Romantismo:

“De ti me vem
A noite tingida de matizes, flutuante
De mitos e de águas. Inaudita”.

Ao falar da experiência do noturno em seu lado revelador e abissal, permite paralelos com obras da envergadura de Água viva, de Clarice Lispector. Por exemplo, ao enxergar

“um oco fulgente num todo escancarado.
E um negrume de traços nas paredes de cal
Onde a mulher avesso se meteu”.

Como se comentasse William Blake – em “O caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria” de O Casamento do Céu e do Inferno –, ela proclama:

“Dá-me a via do excesso. O estupor
Amputado dos gestos, dá-me a eloqüência do nada
Os ossos cintilando
Na orvalhada friez do teu deserto”,

pois “o poeta habita
O campo das estalagens da loucura”.

E mais: é assim que

“a distância habita em certos pássaros
Como o poeta habita nas ardências”.

E aqui é possível outra analogia, entre a relação de um místico com o misticismo, e de uma poeta como Hilda Hilst com a poesia: há um compromisso, uma relação vital, muito mais íntima que, por exemplo, a adesão a um sistema de idéias, a uma teoria científica. Quando ela intitula seu livro de Amavisse, é porque amou: as vias indicadas nos subtítulos – Via Vazia, Amavisse e Via espessa – foram, efetivamente, percorridas.

Retomando o desregramento dos sentidos de Rimbaud, Hilda estabelece um pacto com a loucura:

“Estendi-me ao lado da loucura
Porque quis ouvir o vermelho do bronze
[…] Um louco permitiu que eu juntasse a sua luz
À minha dura noite”.

Fala do poeta, voz da loucura:

“E o que há de ser da minha troca de inventos
Neste entardecer. E do ouro que sai
da garganta dos loucos, o que há de ser?”


Mas o louco faz parte dela, duplo alquímico ou Doppelgänger romântico:


“Minha sombra à minha frente desdobrada
Sombra de sua própria sombra? Sim. Em sonhos via.
Prateado de guizos
O louco sussurrava um refrão erudito:
– Ipseidade, senhora. –
E enfeixando energia, cintilando
Fez de nós dois um único indivíduo”.

Busca da unidade perdida, recuperação da memória primordial, também em:


“Canto canções assim tão compassivas
Na minha língua esquecida”.

Assim como na Gnose, uma rebelião que, sendo social, revolta contra o cotidiano, adquire uma dimensão cósmica. Quer resolver a contradição entre o sujeito e seu mundo, e se volta contra o Tempo:

“Que as barcaças do tempo me devolvam
A primitiva urna das palavras”,


da palavra fundante, não-instrumental, pois

“o poeta preexiste, entre a luz e o sem-nome.”

habitante de um mundo animado, revitalizado, onde

“De cigarras e pedras, querem nascer palavras”.

Há, em Amavisse, uma declaração de princípios e uma poética, baseada na adoção da linguagem transgressora para recuperar outro tempo, realizar simbolicamente o paraíso na Terra. Sua obra, lida à luz dessa poética, apresenta uma cosmovisão, e uma visão coerente da situação do poeta no mundo. Ela tem o pleno direito de citar Georges Bataille, como o faz. Poderia ser invocada pelo autor de A Literatura e o Mal, que aplicou a idéia hegeliana de negatividade à análise da literatura e transformou a noção de transgressão em categoria.

Prevalece, no Brasil, o mau hábito de não se ler direito alguns de nossos melhores autores. Há um viés em favor do discursivo e transparente. Fortunas críticas como as de Guimarães Rosa e Clarice Lispector são exceções. A regra é a procura do codificado e a fuga do hermético. Um Jorge de Lima constaria como monumento literário, mundialmente, se fosse melhor lido aqui. O barroco moderno e o realismo fantástico poderiam ter outra cronologia e outra atribuição de origens. Quanto à obra de Hilda Hilst, salvo vozes isoladas, como a do crítico Léo Gilson Ribeiro, nosso meio literário ainda lhe deve discussões e estudos à altura de sua real importância.

Claudio Willer (Brasil, 1940). Poeta, ensaísta e tradutor. É um dos editores da Agulha. Contato: cjwiller@uol.com.br. Página ilustrada com obras do artista Mario Maffioli (Costa
)


A palavra Virtual – que vem do latim medieval Virtuale ou Virtualis, tendo mantido seu radical no latim Virtus (que significa virtude, força, potência) – é apontada na língua portuguesa, entre outras definições, como:

O que existe como faculdade, porém sem exercício ou efeito atual.

Que não existe como realidade, mas sim como potência ou faculdade.

O que é suscetível de se realizar, potencial, possível.

Que eqüivale a outro, podendo fazer as vezes deste, em virtude ou atividade.

O que está predeterminado, e contêm todas as condições para sua realização.

Na acepção anglo-saxônica, um apanhado de definições da palavra virtual a define como:

Algo que embora não exista estritamente, existe em efeito.

Algo que é tão próximo da verdade que para a maioria dos propósitos, pode ser considerado como tal.

Algo que existe em essência ou efeito, embora não seja formalmente reconhecido e admitido como tal.

Algo cuja existência só pode ser inferida por uma evidência indireta.

O Virtual de Levy

Levy desmistifica uma falsa oposição entre o real e o virtual. Virtual, deve ser considerado como algo que existe em potência; "complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou uma entidade qualquer, e que chama um processo de resolução, a atualização.".

[Levy, 1996, pág. 16]

Neste sentido, o virtual se oporia ao atual; o movimento de atualização seria como a resolução constante do nó de tendências que constitui a virtualidade; a solução assumida a cada momento pelo que potencialmente a entidade pode ser; resolução do problema representado pela virtualidade. O real, por sua vez, assemelharia-se ao possível; este que "já está todo constituído, mas permanece no limbo. O possível se realizará sem que nada mude em sua determinação ou natureza. É um real fantasmático, latente. O possível é exatamente como o real, só lhe falta a existência"

Numa obra mais recente, Cibercultura [Levy, 1999, p. 47-75], Levy novamente trata e por si só amplia sua concepção de virtualidade, admitindo para esta, no mínimo, três sentidos: Um sentido técnico, ligado à informática, um segundo de uso corrente e senso comum, e um terceiro, filosófico. Na acepção filosófica, virtual é o que existe em potência e não em ato, o que concorda com algumas de nossas definições. Neste sentido, Levy reconhece ser o virtual um dimensão muito importante da realidade. O segundo significado, corrente, pode ser associado à irrealidade, em oposição a uma realidade que supõe uma presença tangível (o que também pode ser questionado). A Realidade Virtual fascina porque, ao mesmo tempo, reúne a tecnologia, o intangível e o potencial, que se manifestam na experiência de imersão.

Será o possível um "real latente" ? Esta idéia, creditada por Levy a Deleuze [Deleuze,1968, p.169-176] soa estranha. O possível é tão problemático e reconfigurável quanto o virtual; igualmente não acontece sem que sejam descartadas – pela flecha do tempo e rumo dos acontecimentos – as diversas outras possibilidades excludentes que se afiguram a partir de uma dada situação inicial. E só se atualiza no futuro – enquanto presente imediatamente posterior – aquilo que, a partir das condições momentâneas e igualmente dinâmicas do problema atual, se mostra possível, passível de acontecer. O caráter dinâmico do virtual e o estático do possível são construções arbitrárias.

xilogravura

Oswaldo Goeldi (1895-1961) Abandono
Gilvan Samico
mamam
Gilvan Samico
mamam
Gilvan Samico (1928)

Samico é pernambucano. Seu trabalho de gravador e pintor mescla a expressão fantástica do nordeste do Brasil aos temas bíblicos. Sua arte extremamente requintada e simbólica é permeada por relações nordestinas como os cancioneiros populares, os xilogravadores de cordel em associações eruditas a temas religiosos. Sua xilogravura é minuciosamente composta por várias matrizes em cores localizadas de modo restrito e preciso.

mamam

As Muitas Virtualidades

Cidades e memória

imago: Blade Runner












As cidades e sua música abrasada de extravios são uma imposição de falsos encontros. Tudo é perda ali, a começar pelo que julgamos encontrar: a idéia precária de localização que ostentam as inúmeras sinalizações, os caminhos dados como únicos, ainda que bifurcados. A rigor, a única razão para que o homem mergulhe no labirinto aflitivo da malha urbana é a de buscar perder-se de todo e descobrir ali uma antítese para o que lhe foi deturpado a caminho. Entrar ali para perder-se de si, tratando de recuperar um outro já de muito desfeito. Portanto, as cidades não são lugar de encontro, mas antes de acento da perda.

Assim vale caminhar por elas, perdendo-se no esgotamento de ruas e em sua escuridão ardilosa. Seguir por ali como quem recorda um verso de René Crevel: com as pernas abertas, uma cidade dorme nua sobre o mar fosforescente. Não descartar jamais o erótico. A própria e cultuada beleza, de prédios, roupas, carros - a estética da velocidade, seu charme domado -, nos engana ao esconder o vazio em que se ergue. O humano pode se instalar em qualquer espaço, mas deve levar consigo o sentido. Hoje um ardil conceitual embaralhou o racional ao irracional, proveniente de uma astúcia respaldada em certo temor atávico do homem conhecer-se mais intimamente. As cidades devem ser vista como um convite a que o homem saia de si, sim, mas que essa aventura se justifique por uma busca mais ampla de sua existência.

Tocar as reentrâncias das cidades, beijar-lhe com sutileza os caminhos, embriagando-lhes o passo. Um homem não pode compreender nada fora de si se evita tocar-se. As mulheres estão mais próximas desse conhecimento essencial porque sabem fazê-lo. Sabem preencher com mãos internas e externas todo o ímpeto de sua vida. Os homens se distraem com uma exuberância fortuita e erguem cidades onde ninguém mais se toca entre si. Pensemos nas cidades como um aglomerado de casas e ruas conectivas. Não temos aí senão uma fertilização da solidão. Os espaços de convivência são ilusórios porque o mercado das almas prevalece em tais sesmarias.

As cidades são um lugar fecundo para que se perceba as vozes que revelam as dissidências. Entregar-se a elas, perder-se nas dobras insuspeitas. Tornar a vida uma grande aventura. Calvino a elas se referiria como palimpsestos: raspando-lhes a face vamos dar em outra que nos evita olhar e logo em mais outra que se abre despojada e outra mais e mais, até o infinito. No entanto, o que quer que engulamos terá seu destino certo sob uma ótica que não é mais apenas laboratorial. As cidades não são mágicas. Não são fantásticas. Não são indícios de uma evolução humana. O próprio Calvino diria: não existe linguagem sem engano. As cidades são a medida exata do homem que temos hoje. Este homem tão afeito ao racional que consegue desconquistar-se. Não está mais. Não é mais ele. E rigorosamente não ensina a si mesmo sequer uma rua mais tranqüila para chegar ao espelho.

Raspando a face do que nos mostra o cotidiano damos em um imenso vazio desconfigurado. Não há cidades. Seguindo as placas, nada muda, pois abolimos a distinção entre visível e invisível. Perdemos as cidades, quando o ideal era nos perdermos nelas.

Nesta edição # 30 da Agulha encontramos diversos matizes que unem cidade e memória, salientando a essencialidade do instante, da deriva, não apenas recorrendo ao bordão da ruptura mas antes sondando as inúmeras possibilidades de identificação, complementaridade, desdobramento. Assim é que fortalecemos as relações no domínio de uma mesma língua (portuguesa) e suas leituras e entrelaçamentos com outra (espanhola), diapasão que permite abordagem e explanação de valiosas visões de mundo, onde o destaque será sempre a multiplicidade.

Os Editores. Revista Agulha.




"A noite que se insinua entre refolhos mais escuros, compreendeu o segredo do tempo, do espaço que divide. A verdade está talvez nessa fímbria que se adelgaça, no toco do cigarro, ressurge naquele fundo de garrafa abandonado à margem da ressaca. O resto não passa mesmo de um pretexto para sentir-se vivo e menos só."



...em poesia, a tensão resulta, principalmente, da fome de realidades espirituais ignoradas, mas pressentidas como possíveis.

Cesare Pavese




As Cidades Invisíveis.

Italo Calvino

"Tudo o que pode ser imaginado pode ser sonhado, mas mesmo o mais inesperado dos sonhos é um quebra-cabeça que esconde um desejo, ou então o seu oposto, um medo. As cidades, como os sonhos, são construí­das por desejos e medos, ainda que o fio condutor de seu discurso seja secreto, que as suas regras sejam absurdas, as suas perspectivas enganosas, e que todas as coisas escondam uma outra coisa".

"Os outros lugares são espelhos em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá" .

"De uma cidade, não aproveitamos as suas sete ou 77 maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas".

"Para descobrir quanta escuridão existe em torno, é preciso concentrar o olhar nas luzes fracas e distantes".



"Marco Polo descreve uma ponte, pedra por pedra.

--Mas qual é a pedra que sustenta a ponte?, pergunta Kublai Khan.

--A ponte não é sustentada por esta ou aquela pedra, responde Marco, mas pela curva do arco que estas formam.

Kublai Khan permanece em silêncio, refletindo. Depois acrescenta:

-- Por que falar das pedras?

Só o arco me interessa.

Polo responde:

-- Sem pedras o arco não existe".




"Quando todos os seres humanos se livrarem de Deus e da eternidade (como deverá acontecer, com a lógica impiedosa de sucessivas camadas geológicas) o homem irá se concentrar em "obter da vida tudo que ela pode dar, em nome da felicidade e da alegria, mas apenas neste mundo, aqui e agora". Então os seres humanos se tornarão eles próprios "como deuses", imbuídos do espírito e da "titânica presunção" divinos. O conhecimento de que a vida não passa de um instante fugidio, de que não há uma segunda chance, mudará a natureza do amor. O amor não terá um tempo para habitar. O que ele perder em duração vai ganhar em intensidade. Vai arder mais, de modo mais fascinante que nunca, consciente de que está destinado a ser vivido e usado num único momento e até o fim, em vez de se espalhar de maneira tênue e insípida, como antes, pela eternidade e pela vida imortal da alma..."

Vidas desperdiçadas/Zygmunt Bauman; tradução Carlos Alberto Medeiros. - Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,2005




"Pesadelo? Por que pesadelo? Porque milênios serão necessários para que toda a humanidade abra os olhos e atinja a sagacidade até agora exclusiva de Satã e dos poucos esclarecidos...

Enquanto o restante da humanidade prosseguirá chafurdando nas suas superstições e tropeçando pelos corredores escuros da eternidade, os poucos iluminados se tornarão deuses -- não como deuses imortais entre os mortais, mas como deuses livres num mundo de escravos. Pois "não existe lei para Deus! Onde Deus está, lá é o lugar de Deus! Onde eu estiver, aquele será o primeiro lugar...

"Tudo passa"

-- e é isso!


São questões desse tipo que homens sábios como Ivan Karamazov ou Rakitin (ou, com efeito, como Satã) fazem e que os atormentam.

Vidas desperdiçadas/Zygmunt Bauman; tradução Carlos Alberto Medeiros. - Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,2005




As palavras

“As palavras têm o poder
De amaldiçoar quem as verbaliza
São instrumentos diabólicos
Com aparência etérea e cristalina
Originários da incerteza ancestral
As palavras possuem a subtileza
De um abraço cortante
E incutem insanidade
Nas mais frágeis e débeis criaturas
As palavras levam-nos ao sofrimento
E enclausuram-nos no seu interior
Silenciosamente
As palavras são fantasmas
Uma espécie de assombração imprescindível
Os homens morrem e elas permanecem”

Karl Goth

Vergílio Ferreira, in 'Escrever'






Darel Valença



Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón






Frida


A Despedida


Quando ele me dirigiu palavra, nesse primeiríssimo dia, dei conta de que, até então, nunca eu tinha falado com ninguém. O que havia feito era comerciar palavra, em negoceio de sentimento. Falar é outra coisa, é essa ponte sagrada em que ficamos pendentes, suspensos sobre o abismo. Falar é outra coisa, vos digo. Dessa vez, com esse homem, eu me divinizei. Como perfume em que perdesse a minha própria aparência. Me solvia na fala, insubstanciada.

Lembro desse encontro, dessa primogênita primeira-vez. Como se aquele momento fosse afinal, toda minha vida. Aconteceu aqui, neste mesmo pátio em que agora o espero. Era uma tarde boa para a gente existir. O mundo cheirava a casa. O ar por ali parava. A brisa sem voar, quase nidificava.

No entanto, algo nele aparentava distância. O fumo escapava entre os seus dedos. Não levava o cigarro à boca. Em seu parado gesto, o tabaco a si mesmo se consumia. Ele gostava assim: a inteira cinza tombando intacta no chão. Pois eu tombei igualzinha àquela cinza. Desabei inteira sob o corpo dele. Depois, me desfiz em poeira, toda estrelada no chão. As mãos dele: o vento espalhando cinzas. Eu.

Nesse mesmo pátio em que se estreava meu coração tudo iria afinal, acabar. Porque ele anunciou tudo nesse poente.

Deixem-me agora evocar, aos goles de lembrança. Enquanto espero que ele volte, de novo a este pátio. Recordar tudo, de uma só vez, me dá sofrimento. Por isso, vou lembrando aos poucos. Me debruço na varanda e a altura me tonteia. Quase vou na vertigem. Sabem o que descobri? Que minha alma é feita de água. Não posso me debruçar tanto. Senão me entorno e ainda morro vazia. Sem gota.

Porque eu não sou por mim. Existo reflectida, ardível em paixão. Como a lua: o que brilha é por luz de outro. A luz desse amante, luz dançando na água. Mesmo que surja assim, agora, distante e fria. Cinza de um cigarro nunca fumado.

Pedi-lhe que viesse uma vez mais, para que, de novo, se despeça de mim. E passados os anos, tantos que já nem cabem na lembrança, eu ainda choro como se fosse a primeira despedida. Porque esse adeus, só esse aceno é meu, todo inteiramente meu. Um adeus a medida do meu amor.

Assim, ele virá para renovar despedidas. Quando a lágrima escorrer no meu rosto eu a sorverei, como quem bebe o tempo. Essa água é, agora, meu único alimento. Meu último alento. Já não tenho mais desse amor que a sua própria conclusão. Como quem tem um corpo apenas pela ferida de o perder. Por isso, refaço a despedida. Seja esse o modo de o nosso amor se fazer eternamente nosso.

Toda a vida acreditei: amor é os dois se duplicando em um. Mas hoje sinto: ser um é ainda muito. De mais. Ambiciono, sim, ser o múltiplo de nada. Ninguém no plural. Ninguéns.

O Fio das Missangas -
Autor: Mia Couto. Editorial Caminho, S A, Lisboa - 2004



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Recife


Cidades

A cidade tem uma personalidade forte, forjada da fusão de contemporaneidade e História.

Plantada à beira do Oceano Atlântico e cortada por cinco rios e 66 canais, o Recife, capital de Pernambuco, é uma das cidades de mais personalidade dentre as capitais brasileiras. Seu nome é uma variação da antiga forma Arrecife (de origem árabe: “ar-cïf”) que denomina os rochedos de corais abundantes ao longo do litoral. Como o topônimo é originário de um acidente geográfico, a regra indica que se deve usar o artigo definido antes do seu nome: o Recife (a exemplo do Rio de Janeiro e da Bahia).

No Recife, a História enlaça-se com o contemporâneo, o mar, com o rio, a paisagem, com as pessoas, numa teia complexa e surpreendente. E tudo iluminado por uma luz única, captada – ao longo de séculos, desde os holandeses de Nassau (Post, Eckhout, Wagener) até João Câmara, Brennand e José Cláudio, entre muitos outros, nos dias de hoje – por artistas tocados irremediavelmente pela profusão das cores nesta altura dos trópicos.

A cidade, cuja data oficial de fundação é 12 de março de 1537, nasceu do porto. Como simples vila de marinheiros, comerciantes e pescadores, pertencia a Olinda, antiga capital do estado, de quem seria desmembrada em 1709, assumindo a condição de capital em 1827. Durante a era colonial e o Império, o Recife, com sua irmã 6km ao norte, enfrentou a invasão dos holandeses e protagonizou inúmeras rebeliões pela independência e liberdade, como a tentativa de implantação de uma República, em 1817, a Confederação do Equador (1824) e a Revolução Praieira (1848).

Pólo regional a exercer atração sobre corações e mentes de intelectuais e artistas de outras partes do Brasil, a cidade acolheu nomes como Tobias Barreto, Castro Alves, Raul Pompéia, Gilberto Amado, Rubem Braga, que, em diferentes épocas, nela viveram e produziram. Hoje, o Recife é uma metrópole com cerca de 1 milhão e 500 mil habitantes (2,5 milhões na região metropolitana), ocupando um território de 221 km². O centro urbano é constituído por três ilhas que se ligam entre si e ao continente por dezenas de pontes, formando uma paisagem própria.


Continente Multicultural



"Evocação do Recife"
Fotografias

REC -

"Voei ao Recife, e dos longes
Das distâncias, aonde alcança
Só a asa da cotovia, —
Do mais remoto e perempto
Dos teus dias de criança
Te trouxe a extinta esperança,
Trouxe a perdida alegria. "

Manuel Bandeira








Tecida de claridade

Recife sonha ao luar
Lendária e heróica cidade,
Plantada à beira do mar.



























Evocação do Recife

Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois —
Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura...

@Manuel Bandeira



Gilson Caroni Filho

Rigoberta e Darcy Ribeiro: um encontro em Tegucigalpa
Como flashes suspensos que iluminam de forma intermitente a cena latina, as palavras de Darcy Ribeiro, 38 anos depois de escritas, o levam a Bolívar e José Marti, dando relevância explanatória à luta de Rigoberta Menchú e seus aliados. -

"Desenvolvimento dos Estados depende de um projeto de país"
Não é mais possível que um Estado pense uma política de desenvolvimento local desvinculada da vertente nacional. A guerra fiscal, muito praticada no país nas últimas décadas, é uma equação de soma zero. Isso não é projeto de país. A avaliação é do presidente do IPEA, Marcio Pochmann, que participou, em Porto Alegre, de um seminário para pensar o futuro do Rio Grande do Sul e a possibilidade de projetos de desenvolvimento regional. Para Pochmann, o modelo de desenvolvimento fordista de São Paulo está ultrapassado.
> LEIA MAIS | Economia |

Maior empresa do Brasil, Petrobrás seria a 3ª nos EUA

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

- La Noyee solo (Yann Tiersen )

Terça-feira, Novembro 10, 2009

ADELANTE UNASUR, ALBA Y LA UNION DE PUEBLOS DE LATINOAMERICA


Zé Celso: Lula faz política culta e com arte.

No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca.

Por José Celso Martinez Corrêa

Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.

Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.

Nós temos muitas vezes interpretações até gêmeas, mas acho caetanamente bonito nestes tempos de invenção da democracia brazyleira, que surjam perspectivas opostas, mesmo dentro deste movimento que acredito que pulsa mais forte que nunca no mundo todo, a Tropicália.

Percebi isso ao prefaciar a tradução em português crioulo = brazyleiro do melhor livro, na minha perspectiva, claro, escrito sobre a Tropicália: Brutality Garden, Jardim Brutalidade, de Chris Dunn, professor de literatura Brazyleira, na Tulane University de New Orleans.

Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.

Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das Relações Exteriores, Marina Silva para o Meio Ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.

Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a "res pública". Tudo dentro de um futebol democrático admirável de cintura. Lula não pára de carnavalizar, de antropofagiar, pro País não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.

Lula tem phala e sabedoria carnavalesca nas artérias, tem dado entrevistas maravilhosas, onde inverte, carnavaliza totalmente o senso comum do rebanho. Por exemplo, quando convoca os jornalistas da Folha de S. Paulo a desobedecer seus editores e ouvir, transmitindo ao vivo a phala do povo. A interpretação da editoria é a do jornal e não a da liberdade do jornalista. Aí , quando liberta o jornalista da submissão ao dono do jornal, é acusado de ser contra a liberdade de expressão. Brilha Maquiavel, quando aceita aliança com Judas, como Dionísios que casa-se com a própria responsável por seu assassinato como Minotauro, Ariadne. É realmente um transformador do Tabu em Totem e de uma eloquência amor-humor tão bela quanto a do próprio Caetano.

Essa sabedoria filosófica reflete-se na revolução cultural internacional que Lula criou com Celso Amorim e Gil, para a política internacional. O Brasil inaugurou uma política de solidariedade internacional. Não aceita a lógica da vendetta, da ameaça, da retaliação. Propõe o diálogo com todos os diabos, santos, mortais, tendo certa ojeriza pelos filisteus como ele mesmo diz. Adoro ouvir Lula falar, principalmente em direto com o público como num teatro grego. É um de nossos maiores atores. Mais que alfabetizado na batucada da vida, lula é um intérprete dela: a vida, o que é muito mais importante que o letrismo. Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômenos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?

Eu abro meu voto para a linha que vem de Getúlio, de Brizola, de Lula: Dilma, apesar de achar que está marcando em não enxergar, nisto se parece com Caetano, a importância do Ministério da Cultura no Governo Lula. Nos 5 dedos da mão em que aponta suas metas, precisa saber mais das coisas, e incluir o binômio Cultura & Educação.

Quanto a Marina Silva, quando eu soube que se diz criacionista, portanto contra a descriminalização do aborto e da pesquisa com células-tronco, pobre de mim, chumbado por um enfarte grave, sonhando com um coração novo, deixei de sequer imaginar votar nela. Fiz até uma cena na Estrela Brasyleira a Vagar - Cacilda!! para uma personagem, de uma atriz jovem contemporânea que quer encarnar Cacilda Becker hoje, defendendo este programa tétrico.

Gosto muito de Dilma, como de Caetano, onde vou além do amar, vou pra Adoração, a Santa adorada dos deuses. Acho a afetividade a categoria política mais importante desta era de mudanças. "Amor Ordem e Progresso." O amor guilhotinado de nossa bandeira virou um lema Carandiru: Ordem e Progresso, só.

Apreendi no livro de Chris Dunn que os americanos chamam esta categoria de laços homossociais, sem conotação direta com o homoerotismo, e sim com o amor a coisas comuns a todos, como a sagração da natureza, a liberdade e a paixão pelo amor energia, santíssima eletricidade. Sinto que nessas duas pessoas de que gosto muito, Caetano e Dilma, as fichas da importância cultural estratégica, concreta, da Arte e da Cultura, do governo Lula, ainda não caíram.

A própria pessoa de Lula é culta, apesar de não gostar, ainda, de ler. Acho que quando tiver férias da Presidência vai dedicar-se a estudar e apreender mais do que já sabe em muitas línguas. Até hoje ele não pisou no Oficina. Desejo muito ter este maravilhoso ator vendo nossos espetáculos. Lula chega à hierarquia máxima do teatro, a que corresponde ao papa no catolicismo: o palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é à toa que Obama o considera o político mais popular do mundo.

Caetano vai de Marina, eu vou de Dilma. Sei que como Lula ela também sente a poesia de Caetano, como todos nós, pois vem tocada pelo valor da criação divina dos brazyleiros. Essa "estasia", Amor-Humor, na Arte, que resulta em sabedoria de viver do brasileiro: Vida de Artista. Não há melhor coisa que exista!

Lula faz política culta e com arte. Sabe que a cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é super, é infra estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente de novo, dentro de nós todos mestiços brazyleiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:

"Vício na fala
Pra dizerem milho dizem mio
Pra melhor, dizem mió
Para telha, dizem teia
Para telhado, dizem teiado
E vão fazendo telhado"

SamPã, 6 de novembro, sob o signo de escorpião, sexo da cabeça aos pés, minha Lua de Ariano, evoéros!

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Se hizo pública lista de bienes
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Secretaria ejecutiva de la Cámara de Comercio brasileña, Lytha Spíndola.

El Gobierno de Brasil publicó ayer la lista de productos con los que sancionará a Estados Unidos
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Dijo vicepresidente de Bolivia
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Vicepresidente de Bolivia, Álvaro García

Álvaro García Linera expresó que los latinoamericanos deben darse cuenta "de la gravedad del hecho, que en pleno siglo XXI se invade el territorio latinoamericano, sin justificativo alguno"
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Se exije inmediata liberación
En el documento instan a presentar el caso Gerardo Hernández, Fardel Ramón Labañino, Antonio Guerrero Rodríguez, Fernando Gonzáles Llort y René González Sehwerert, ante instancias internacionales
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Evo Morales favorito a un mes de las elecciones
http://2.bp.blogspot.com/_vs40m2QbmO8/R-ch6cbf5qI/AAAAAAAALfQ/QjhY9-ZV08g/s400/evo-garb.jpg

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Foto © Txomin Txueka
presidente Evo Morales

"Y Evo no se pierde en los profundos senderos de la soberbia y saca el arma que solo los grandes en la victoria son capaces de tener: la humildad."

(Hugo Moldiz)


Jueves 12 de noviembre.El presidente Evo Morales viajará este jueves a Ribealta y Tarija (ABI)

684 of 68
Industrialización del litio requiere de tiempo, inversiones, conciencia social y voluntad política

YVKE Mundial
de la MANO con el PUEBLO

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Sorrentino: Projetos para o Brasil

Coerência, coragem, firmeza



Mundo
A ocho años de invasión estadounidense
Prolifera la economía del opio
Hedelberto López Blanch

Conocimiento Libre
"El desarrollo tecnológico nunca es neutral"


Mentiras y medios
-Reseña de Desinformación. Como los medios ocultan el mundo de Pascual Serrano
Los medios que deforman y distorsionan la realidad
Ciro Enrique Hernández Rodríguez

Europa
-El Muro de Berlín: a 20 años
Editorial de La Jornada

Otro mundo es posible
-Entrevista a Isabel Rauber, experta en procesos de participación ciudadana

-Debacle laboral en Estados Unidos

Nicarágua
Ortega denuncia perigo de bases militares dos EUA na Colômbia
Managua (Prensa Latina) O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, denunciou nesta segunda o perigo que representam as bases militares estadunidenses na Colômbia para a soberania desse povo e de toda América Latina.... Leia Mais


5,6 mil pessoas morreram no muro Mexico, EUA


http://www.tlaxcala.es/images/gal_4832.jpg

URGENTE: LULA LE ADVIERTE A OBAMA QUE RETIRE PROYECTO DE BASES EN COLOMBIA Y SE OCUPE DE SUS DROGADICTOS NORTEAMERICANOS

ANSALATINA

"NO NECESITAMOS BASES", ADVIRTIO LULA A OBAMA


El presidente de Brasil, Luiz Lula da Silva, advirtió a su par estadounidense, Barack Obama, que América del Sur "no necesita bases norteamericanas" en Colombia para combatir al narcotráfico y le propuso "ocuparse de los consumidores de drogas" en su país.

"Querido compañero Obama: no necesitamos de las bases americanas en Colombia para combatir el narcotráfico en América del Sur. Nosotros vamos a ocuparnos de combatir el narcotráfico en América del Sur, en nuestras fronteras, y tu debes ocuparte de tus consumidores. Así el mundo queda mejor", afirmó Lula.

El mandatario se refirió al acuerdo entre Colombia y Estados Unidos para la utilización por parte de militares norteamericanos de siete bases colombianas para combatir el narcotráfico, durante un extenso discurso en el 12 Congreso del Partido Comunista de Brasil (PCdoB), aliado a su gobierno, en San Pablo.

Lula, un crítico de ese tratado entre los presidentes Obama y Alvaro Uribe, destacó el rol de la Unión Sudamericana de Naciones (Unasur), espacio en el que dijo se conformó el Consejo de Defensa Sudamericano. "Ahora queremos formar el Consejo de Combate al Narcotráfico desde la Unasur".

Para Lula, el rol de Brasil en América Latina y en la Unasur en particular no debe ser visto como una aspiración hegemónica de la principal economía de la región.

"Brasil no debe comportarse como si tuviera hegemonía. Debe ser el mayor símbolo de la unidad en el Unasur, el compañero más viejo, el que tiene capacidad de trabajar para unir, para componer el diálogo", afirmó el presidente.

Lula dijo que uno de los más importantes instrumentos integradores es el Banco del Sur para financiar obras de infraestructura en la región. "Ese es nuestro Banco Mundial", definió.

por Flavio Dalostto
http://la-opinion-argentina.blogspot.com/




«...Nunca cantemos la vida de un mismo pueblo ni la flor de un solo huerto.

Que sean todos los pueblos y todos los huertos nuestros…
»

- León Felipe


“A poesia é um sistema luminoso de sinais...”

León Felipe


“O verso anterior ao meu é uma tocha que trazia na mão o poeta precedente que me procurava, e o verso que me segue é uma luz que está incendiando outro nas sombras espessas da noite, vendo os meus sinais.”

León Felipe




ALCArajo el Imperialismo”)


(¡Manos yanquis fuera de Bolivia, Honduras y toda Latinoamérica!)


¡Viva Bolivia, carajo!

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♪♪

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♪♪
“Quiero decirles, que a los primeros aymaras y quechuas que aprendieron a leer y escribir, les sacaron los ojos, les cortaron las manos para que nunca más ninguno aprendiera a leer y escribir. Hemos sido sometidos, ahora estamos buscando cómo resolver ese problema histórico”.

Evo Morales





Foto ABI

Moniz Bandeira: Bases dos EUA são para limitar projeção do Brasil

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Foto: Telesur

O cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira (foto), um dos principais especialistas na história da diplomacia brasileira, analisa que "o objetivo da ampliação das bases (dos EUA) na Colômbia é restringir a projeção do poder político e militar do Brasil, frustrando iniciativas como a Unasul e o Conselho Sul-Americano de Defesa."
Luiz Alberto Moniz bandeira

Moniz Bandeira: "A ampliação das bases na Colômbia não constitui uma iniciativa do presidente Barack Obama"

Em entrevista ao Terra Magazine, o professor titular de história política exterior do Brasil, na Universidade de Brasília, argumenta que o desenvolvimento dessas organizações multilaterais, que fomentam a integração regional, não interessa aos EUA.

"Essas instituições, que dão à América do Sul uma identidade própria, não convém aos Estados Unidos (...) A presença dos Estados Unidos sempre foi um fator de desestabilização em todas as regiões do mundo e seu objetivo com a ampliação das bases na Colômbia é fomentar um cisma e impedir a integração econômica e política da América do Sul", avaliou.

Autor de Fórmula para o caos: a derrubada de Salvador Allende, 1970-1973, Moniz Bandeira comenta a liberação de documentos inéditos pelo Departamento de Estado dos EUA. Entre as revelações, uma conversa entre os presidentes Emílio Garrastazú Médici e Richard Nixon, no Salão Oval da Casa Branca, em 9 de dezembro de 1971. O ditador Médici afirmou que o Brasil "estava trabalhando" pela derrubada do governo do chileno Salvador Allende.

Para Moniz Bandeira, a íntegra da conversa "não surpreende". "Colaboração realmente houve (entre Brasil e CIA), mas todo o processo de desestabilização do governo do presidente Salvador Allende foi financiado e conduzido pela CIA e pelos serviços de inteligência militar da Marinha e do Exército dos Estados Unidos. A participação do Brasil foi importante, mas secundária. Não foi fundamental".

Leia a entrevista e deixe abaixo a sua opinião:

A conversa entre os presidentes Richard Nixon e Emílio Garrastazu Médici, em 1971, exposta em papéis liberados pelo Departamento de Estado dos EUA, modifica com intensidade os relatos já existentes sobre o papel do Brasil no golpe militar chileno?

A revelação do memorandum da conversa entre o general Emílio Garrastazú Médici e o presidente Richard Nixon não surpreende. Era perfeitamente imaginável que os dois chefes de governo conversaram sobre o assunto, quando Médici visitou os Estados Unidos.

E conversaram não apenas sobre o Chile, como sobre o Uruguai, onde o Brasil, segundo o próprio Nixon revelou ao primeiro-ministro da Grã-Bretanha, ajudou a fraudar a eleição para evitar a vitória da Frente Ampla. Tudo isto está em meu livro Fórmula para o caos - A derrubada de Salvador Allende, lançado no ano passado, simultaneamente, no Brasil e no Chile (e este ano em Portugal).

Médici afirmou que o Brasil "estava trabalhando" pela sublevação das Forças Armadas do Chile. Como se deu esse entendimento com militares chilenos?

Os entendimentos foram efetuados através dos serviços de inteligência do Brasil, aos quais Médici encarregou a tarefa de ajudar a articulação do golpe, naturalmente em contacto com a CIA. O embaixador de Brasil no Chile, Antonio Cándido da Cámara Canto, era um homem de extrema direita e adversário do governo de Salvador Allende, mas o general Garrastazú Médici deixou a cargo dos militares a missão de articular com os militares chilenos e os dirigentes de Patria e Libertad, com a assistência da CIA, os planos para o golpe.

Eduardo Díaz Herrera, dirigente de Patria y Libertad desenvolveu um plano que envolvia o Serviço Nacional de Informações (SNI) e os serviços de inteligência do Exército, Marinha e Aeronáutica do Brasil. Ele e Manuel Fuentes estiverem em Brasília e lá se reuniram com altos oficiais das Forças Armadas, entre os quais o general João Batista Figueiredo, chefe da Casa Militar da Presidência e o coronel Venceslau Malta.

De acordo com o plano elaborado, se ocorresse uma cisão nas Forças Armadas, se o golpe não fosse institucional, as unidades militares insurgentes e as Brigadas Operativas y Fuerzas Especiales (BOFE) de Patria y Libertad, ocupariam as províncias do sul de Chile, apoiadas secretamente pelo Brasil e Argentina, cujas Forças Armadas lhes dariam assistência logística e o armamento necessário. Sobre isto escrevi em Fórmula para o caos com base na documentação brasileira.

Qual o nível de colaboração entre a ditadura brasileira e a CIA, na deposição de Salvador Allende?

Colaboração realmente houve, mas todo o processo de desestabilização do governo do presidente Salvador Allende foi financiado e conduzido pela CIA e pelos serviços de inteligência militar da Marinha e do Exército dos Estados Unidos. A participação do Brasil foi importante, mas secundária. Não foi fundamental.

Como o senhor avalia a política brasileira de liberação de documentos sobre a ditadura militar? Quais são os pontos que devem ser priorizados?

Os documentos do SNI, que não foram incinerados nos anos 1980, estão disponíveis para a pesquisa no Arquivo Nacional, seção regional de Brasília. Também os do CIEX. Mas os arquivos do CIE, CENIMAR e CISA, as Forças Armadas relutam em entregar ao Arquivo Nacional, não obstante a determinação decretada pelo presidente Lula.

Bases militares americanas na Colômbia

A ampliação das instalações militares americanas em território colombiano oferecem quais riscos para a segurança continental?

O objetivo da ampliação das bases na Colômbia é restringir a projeção do poder político e militar do Brasil, frustrando iniciativas como a Unasul e o Conselho Sul-Americano de Defesa. Essas instituições, que dão à América do Sul uma identidade própria, não convém aos Estados Unidos. Não se trata de risco para a segurança continental.

A presença dos Estados Unidos sempre foi um fator de desestabilização em todas as regiões do mundo e seu objetivo com a ampliação das bases na Colômbia é fomentar um cisma e impedir a integração econômica e política da América do Sul.

A ampliação das bases na Colômbia foi decerto planejada juntamente com a restauração da IV Frota no Atlântico Sul, visando a fortalecer a presença dos Estados Unidos na região e assegurar o controle de seus recursos naturais, como, por exemplo, a água e o petróleo.

Os EUA e a Colômbia caminham para o acordo bilateral. Isso será um erro diplomático do presidente Barack Obama na região?

A ampliação das bases na Colômbia não constitui uma iniciativa do presidente Barack Obama. Ele enfrenta séria oposição interna e não controla todo o aparelho de governo. Não tem muitas condições de reverter a influência do complexo industrial-militar. Atualmente quem pauta a política exterior dos Estados Unidos não é propriamente o Departamento de Estado, mas o Departamento de Defesa, o Pentágono.

A militarização da política exterior dos Estados Unidos, formalizada com a criação dos comandos militares, para as diversas regiões, inclusive a América Latina (USSouthern Command), tomou impulso com os atentados de 11 de setembro de 2001. Esses comandos atuam como consulados do Império Americano.

Caso se concretize a ampliação da presença militar americana, o Brasil deve reformular sua política para a Amazônia?

Não há o que reformular na política para a Amazônia como conseqüência da ampliação das bases americanas na Colômbia. Há muitos anos, militares dos Estados Unidos trabalham não só na Colômbia como nos demais países limítrofes da Amazônia. E as Forças Armadas estão conscientes da ameaça, ainda que pareça remota.

Todos os anos elas realizam operações de treinamento, tendo como primeira hipótese de guerra o enfrentamento com uma potência tecnologicamente superior no teatro de guerra da Amazônia.

Fonte: Terra Magazine

(“ALCArajo el Imperialismo”).

Hugo Chávez

El diario dedicó nueve de los artículos de su edición del domingo 18 de noviembre, repartidos en seis secciones, a criticar al presidente venezolano (PS)

El País contra Chávez, fuego a discreción

Pascual Serrano/Rebelión

por Pascual Serrano


Desde Teherán,

desde Caracas,

desde Managua,

desde Madrid,

desde Londres;

en el editorial,

en la portada,

en la revista de prensa,

en el suplemento del domingo;

el enviado especial,

el corresponsal,

el escritor consagrado,

el editorialista…

Todas las baterías del diario El País en su versión de papel del domingo 18 de noviembre se pusieron a disparar contra el presidente venezolano Hugo Chávez de forma sincronizada atendiendo a la misma orden militar.

Pascual Serrano


(FOTO: Lucas Dolega) Un manifestante contra la OTAN enfrenta con gestos a los policías que lanzan gases lacrimógenos en Neuhof, Estrasburgo.

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

20 anos
Um muro que caiu sobre a esquerda
A queda do Muro de Berlim desencadeou a maior crise ideológica do campo socialista

muro_berlim




Desconexos, patéticos, vítimas da vaidade

Colômbia
GlLORIA GAITAN: URIBE NOS VENDEU
El importante informe de Eva Golinger, que aquí anexo, desmiente las declaraciones de inocencia que ha expuesto Álvaro Uribe con relación al tratado sobre las bases militares en Colombia firmado con Estados Unidos. ... Leia Mais



Artigo
A Esquerda depois do Muro
A queda do Muro de Berlim marca o fim do período aberto com a Revolução Soviética de 1917 que – para dizê-lo em palavras de Georgy Lukacs – colocou o socialismo como um tema da “atualidade histórica”. As lutas revolucionárias,... Leia Mais



Cultura e política
Caetano se explica: Lula é "analfabeto" mas "brilhante"

Sob pressão, Uniban recua e anula expulsão de Geisy A Uniban desistiu de expulsar a aluna Geisy Arruda, diante da repercussão negativa. E medida foi questionada pela OAB, pelo Ministério Público Federal e pela UNE. O governo Serra manteve silêncio.

"EUA são cúmplices de farsa em honduras"

Verdadeiros muros da vergonha foram erguidos nos EUA e em Israel

Pesquisa: 89% querem mais Estado na distribuição de riquezas
O "mensalão" tucano de Azeredo e as máscaras da direita





Eduardo Galeano defende Chávez e o MST

Convidado para fazer a palestra de abertura da 5ª edição da Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (PE), a Fliporto, o escritor uruguaio Eduardo Galeano defendeu a existência do Movimento dos Sem Terra e o presidente venezuelano Hugo Chávez. E se disse "refém" de seu livro mais famoso, "As veias abertas da América Latina".

Falando para uma plateia aproximada de cem pessoas, Galeano disse que o trabalho vem sendo desvalorizado no mundo atual. "Sofre quem defende sua forma de sobrevivência, daí minha opinião de que os MST deveria ganhar medalhas e não represálias", afirmou.

Sobre Chávez, o escritor uruguaio defendeu a disposição do presidente venezuelano em garantir as reservas naturais de petróleo. "Isso não é comum em mandatários de países que dispõem de um manancial como esse", afirmou ele, acreditando que Chávez vem sendo bombardeado de críticas justamente por suas virtudes.

Durante um encontro de líderes em abril, em Trinidad e Tobago, Hugo Chávez presenteou o presidente americano Barack Obama com aquele que é considerado a obra-prima de Galeano, Veias Abertas da América Latina (Paz e Terra).

O livro, aliás, provoca reações distintas em seu autor. "Se me abriu as portas do mundo, tornando-me conhecido, ao mesmo tempo me tornou seu refém pois, mesmo publicado há mais de 30 anos, continuo ligado a ele. Faz parecer que parei ali", revelou Galeano. "O livro foi só o ponto de partida", disse o escritor em seu português quase perfeito.

No evento, o escritor leu trechos do recente "Espelhos", que para ele "não acaba nos limites da América Latina nem do tempo". Mas a evolução pela qual diz ter passado não é bem ideológica. "Veias Abertas tem lamentável atualidade, embora corresponda a um momento exato da história. O que mudou foi meu estilo, hoje prefiro dizer muito com pouco."

Com agências



(FOTO: Lucas Dolega) Un manifestante contra la OTAN enfrenta con gestos a los policías que lanzan gases lacrimógenos en Neuhof, Estrasburgo.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

TecnoBahia


Ministro da Ciência e Tecnologia visita Parque Tecnológico e assina convênios na Bahia

O Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, vem quinta-feira (5 de novembro) a Salvador. Às 15 horas, ele acompanha o secretário Eduardo Ramos em visita às obras do Parque Tecnológico - TecnoBahia, onde assina termo de liberação dos R$ 17 milhões relativos ao convênio 172/2008, para o empreendimento. Os recursos serão usados na implantação da Escola de Educação Científica, do Museu da Ciência e de um Parque Ambiental, além de projetos de incubadoras e laboratórios, atração de empresas e talentos. Também vão ser assinados convênios com a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), para fortalecer o sistema científico e tecnológico da Bahia.

O governador Jaques Wagner, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Eduardo Ramos, e os reitores da Ufba, Naomar Almeida, e da Uneb, Lourisvaldo Valentim, também participam da visita. A parte de infraestrutura do TecnoBahia está em fase de conclusão e deve ser inaugurada ainda este ano. Toda a parte subterrânea de tubulação – energia elétrica, água, esgoto e também para cabeamento lógico – está pronta. As vias, construídas em piso intertravado, ecologicamente correto, estão quase finalizadas.

Outro ponto de destaque é que a Remessa – Rede Metropolitana de Dados, 20 vezes mais rápida que a banda larga comercial – já está pronta para entrar em funcionamento assim que o TecnoBahia entre em operação. As obras do primeiro prédio, o TecnoCentro, já começaram e devem ficar prontas até o fim do próximo ano.

O TecnoBahia está sendo concebido em três eixos centrais: o da inovação (como instrumento de atração de empresas), a da tecnologia (esfera institucional de suporte à interação entre universidades e empresas) e da ciência (estratégia de fortalecimento da produção científica). As áreas prioritárias serão Biotecnologia e Saúde, Energia e Ambiente, Tecnologia da Informação e da Comunicação, além de Cultura e Turismo.


Assessoria de Comunicaçao

Ouvidoria Geral do Estado da Bahia

Sistema de Mapeamento Tecnológico da Bahia

Ministerio da Ciencia e Tecnologia

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

ANP faz estimativa sobre capitalização da Petrobras


A capitalização da Petrobras deve levar no mínimo um ano para ser concretizada, estimou o chefe de gabinete da presidência da Agência Nacional do Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP), Luiz Eduardo Duque Dutra.

Ele prevê ainda que levará entre 30 e 90 dias para ser escolhido o local de exploração de petróleo a ser dado à estatal pelo governo como cessão onerosa. Pelo projeto de lei em análise no Congresso, que será debatido e possivelmente votado nesta quarta-feira, a Petrobras fará uma capitalização privada correspondente a 5 bilhões de barris de petróleo que pertencem à União na região do pré-sal.

As ações da empresa serão trocadas por títulos do governo e os mesmos devolvidos em troca das reservas. Segundo estimativas de mercado, a capitalização total, somando os minoritários que detêm 60% do capital da companhia, pode atingir entre US$ 30 bilhoes e US$ 60 bilhões, dependendo do preço do petróleo que será cubado, avaliado em unidades cúbicas.

"A gente vai primeiro localizar, é preciso ver todos os mapas geológicos para posicionar a sonda e depois furar", disse Dutra durante seminário do pré-sal no qual substituiu o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima. Ele confirmou que a área que está sendo avaliada pela Petrobras, empresa contratada pela ANP, é próxima das descobertas já feitas, "a chamada picanha azul", mas lembrou que será preciso ainda muito trabalho.

Prazo


"A região é no cluster de Santos (na bacia de Santos), e provavelmente nessas regiões que se desconfia que as reservas ultrapassem as concessões, mas a localização exata é uma questão extremamente técnica, que deve estar em andamento nos próximos 30 a 90 dias", disse.

"Depois de situado o local, perfurado o poço, descoberta a reserva, tem então que certificar a quantidade de barril lá em baixo, e isso depende da contratação de empresas", lembrou Dutra. "Eu diria que um ano é um bom prazo", afirmou.

Ele informou que a ANP acelerou os trabalhos para realizar a 11ª rodada de licitações de áreas de petróleo e gás natural, já adiada internamente para 2010, e que provavelmente o leilão ainda não contará com áreas do pré-sal, que serão submetidas ao regime de partilha e não mais de concessão como o atual.

"A ordem na ANP é fazer o mais rápido possível", disse Dutra, ressaltando que é fundamental dar prosseguimento aos leilões mesmo antes do novo marco regulatório ficar pronto. "(O leilão) é fundamental para manter a área de exploração brasileira, que nos últimos anos tem diminuído", destacou.

Emenda


Segundo ele, uma das missões da ANP é não deixar que o pré-sal seja o único objetivo do país em matéria de petróleo. "É preciso aumentar a área de exploração e isso depende das rodadas", frisou. Dutra lembrou que no país existem acumulações marginais adequadas para o empresariado local, que não pode concorrer com as grandes empresas internacionais, e a ANP pretende incentivar essa atividade.

Atualmente, esses pequenos produtores significam cerca de 2 mil barris diários (b/d) frente aos 2 milhões de b/d produzidos pela Petrobras. No projeto de lei que discute o novo modelo de partilha, os deputados acrescentaram uma emenda obrigando a Petrobras a ceder blocos com menos de 1 milhão em reservas. Segundo Dutra, a emenda não deverá ser aprovada, mas pelo menos acendeu a discussão dos pequenos produtores, uma antiga bandeira do diretor Haroldo Lima.

"Eu vejo essa emenda mais como uma tentativa. Quando se discute o macro é bom discutir o micro, no momento em que se discute a picanha azul, é preciso também ter uma legislação que proporcione que o pequeno empresário ingresse na indústria do petróleo", afirmou.

Comissão do Senado aprova monopólio do petróleo para União


A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira sugestão da Federação Única dos Petroleiros (FUP), apoiada por movimentos sociais, de regulamentação da política energética nacional. O texto, que propõe o monopólio da União sobre a exploração do petróleo por meio da Petrobras, após o debate em quatro audiências públicas, passou a ser de autoria da CDH. A proposta agora será encaminhada à Mesa e tramitará no Senado como projeto de lei.

De acordo com a proposta, todos os direitos de exploração e produção de petróleo e gás natural em território nacional - parte terrestre, mar territorial, plataforma continental e zona econômica exclusiva - pertencem à União. O texto estabelece que todas as atividades econômicas relacionadas ao petróleo, ao gás natural, ao xisto betuminoso e a biocombustíveis - pesquisa e lavra, refinação, industrialização, importação e exportação, transporte marítimo e transferência ou estocagem - serão reguladas e fiscalizadas pela União e somente poderão ser exercidas pela empresa pública Petrobras.

O texto, considerado pelo relator, senador Paulo Paim (PT-RS), importante referência para as discussões em torno do petróleo no pré-sal, propõe também a aplicação dos recursos decorrentes da exploração e produção do petróleo, e que caberão ao Fundo Social Soberano, em educação, saúde e previdência públicas, na reforma agrária e em projetos de habitação popular.

A proposta também prevê a reabertura dos debates em torno dos blocos já ofertados no pré-sal e reforça a necessidade de fortalecimento da Petrobras como uma empresa pública, focada na defesa dos interesses do país, conforme resumiu o relator.

O projeto determina a rescisão das concessões para exploração e produção de petróleo e de gás natural realizadas com base na Lei 9.478/97, que trata da política energética nacional. São previstas indenizações de eventuais investimentos realizados pelos concessionários.

O projeto também prevê que, no prazo de um ano da publicação da lei, a União tomará as medidas necessárias à transformação da estatal Petróleo Brasileiro S/A em empresa pública. Ainda pela proposta, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) será um órgão fiscalizador da indústria do setor.

Impacto ambiental

O projeto garante ao Fundo Social Soberano a receita líquida auferida pela União com as atividades econômicas de exploração e produção, já excluídos os custos da atividade, o investimento e o re-investimento necessários à execução das políticas e diretrizes energéticas e à busca de fontes alternativas de energia renovável e limpa, e o aporte implicado pelo autofinanciamento. Do total da receita destinada ao Fundo, o equivalente a 5% poderá ser utilizado pela União para eventuais medidas de minimização do impacto ambiental dessa indústria.

De acordo com o projeto, as políticas nacionais para o aproveitamento racional das fontes de energia terão por objetivos preservar o interesse nacional, garantir o emprego dos recursos gerados pela atividade econômica no combate às desigualdades sociais e regionais, promover o desenvolvimento, ampliar o mercado de trabalho e valorizar os recursos energéticos, proteger os interesses do consumidor, proteger o meio ambiente, promover a conservação de energia e fomentar a indústria e a economia nacionais.

Na avaliação de Paim, a proposta do Poder Executivo para o setor "é um avanço em relação ao marco regulatório atual, mas está longe daquilo que os trabalhadores e os movimentos sociais reputam como ideal para o Brasil". Esse modelo ideal, segundo o senador, está consolidado no projeto aprovado nesta quarta-feira pela CDH.

Fonte: Terra, com informações da Agência Senado.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Sorry, Periferia...


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Gracias, Jesús Bordas


NÚRIA

A lentamente bela bruxa cisne magro
A lentamente mate cor do pão de trigo
A lentamente Núria de navalha e ligas
Ah lentamente o corpo se compara ao cubo
e muda as asas quentes em arestas frias!
Mãos vestidas de roxo a festejar tristeza
em Sexta-feira Santa d'oração medonha!
Ah lentamente a Espanha em procissão nas ruas,
cabelos desgrenhados mais guitarras nuas!
Ah Núria, rosa-névoa, lâmina de pétalas
a recortar raizes dos meus olhos d'húmus!
Ah lentamente lentamente aponto e estico
o arco: assobia a flecha no teu flanco
e, de repente, no meu sangue flui um barco

Paço d'Arcos, 13.X.72

ANTÓNIO BARAHONA

NOITE DO MEU INVERNO Lisboa, 2001


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"Geografia de Rebeldes"

"Leio um texto e vou-o cobrindo com o meu próprio texto que esboço no alto da página, mas que projecta a sua sombra escrita sobre toda a mancha do livro. Esta sobreposição textual tem por fonte os olhos, parece-me que um fino pano flutua entre os olhos e a mão e acaba cobrindo como uma rede, uma nuvem, o já escrito. O meu texto é completamente transparente e percebo a topografia das primeiras palavras. Concentro-me em São João da Cruz quando o texto fala em Friedrich N. (...) bordo e penso que sei bordar; não sei como fiz esta associação mas logo depois reflicto. Saber e ver. Posso escolher as cores, escolhi as cores das linhas que são rosa avermelhado e vermelho, e escolhi a cor do tecido, o castanho – que para mim é esta a cor da reformulação da comunidade. (...) Passo da escrita ao bordado, traduzindo como se ambos fossem a minha palavra: por momentos, esqueço-me mesmo de que bordo, de tal modo os meus dedos se tornaram dextros e o meu pensamento, reflectido sobre o bordado, um pensamento. Com um livro escreve-se outro livro. Como um livro é vegetal."

(O livro das comunidades).

Maria Gabriela Llansol


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"o ciberespaço manifesta propriedades novas, que fazem dele um precioso instrumento de coordenação não hierárquica, de sinergização rápida das inteligências, de troca de conhecimentos, de navegação nos saberes e de autocriação deliberada de coletivos inteligentes."

LÉVY, Pierre. O que é o virtual?

Arte: ellos no existen.
Jesús Bordas Luque

Acerca de ellos no existen,
Jesús Bordas Luque
Nacido en Montcada i Reixac, 1969.
Vecino de Sant Vicenç de Montalt
(Barcelona).
Licenciado en Bellas Artes.


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Des tours comme des cristaux.
Des murs translucides.
La pureté du verre habillant l'acier.
Pas un rameau gothique, pas une
feuille d'acanthe: rien qui
se souvienne du règne végétal.
Un monde minéral.
D'étincelantes stalagmites.
Des formes aussi froides que la glace.
Mathemátiques.
Nuit sur le secteur des Sciences.

"Torres como cristais.
Muros translúcidos.
A pureza do vidro vestindo o aço.
Sem ramo gótico, sem folha de acanto:
nada que tenha vindo do reino vegetal.
Um mundo mineral.
De brilhantes estalactites
De formas tão frias quanto o gelo.
Matemáticas.
Noite sobre o setor das ciências."















Poema de Hugh Ferriss que acompanha “Nuit sur le secteur des sciences” que ilustra um dos setores de sua proposição de uma cidade imaginária. Tradução de Anna Paula Canez, arquiteta e professora do Curso de Arquitetura e Urbanismo Ritter dos Reis.

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Pesado fardo tucano: Um réquiem para FHC
Política| 02/11/2009 | Copyleft

Um réquiem para FHC

O texto do ex-presidente tucano, publicado em vários jornais no domingo, revela um erro de cálculo político sem precedentes. Contrariando seus aliados, que desejavam vê-lo distante da campanha do PSDB para presidente em 2010, FHC trouxe para o próximo pleito a comparação entre as políticas de seu governo e as do governo Lula: a única polarização que a direita não queria. Imaginando-se um estrategista, virou um fardo pesado para as possíveis candidaturas de José Serra e de Aécio Neves. O artigo é de Gilson Caroni Filho.

As palavras são as armas. E foi acreditando em sua capacidade de manejá-las com destreza que Fernando Henrique Cardoso tentou atacar o presidente Lula em seu artigo publicado no jornal O Globo, do último domingo. Em sua vaidade desmedida, imaginava-se escrevendo um texto inaugural, um manifesto histórico capaz de desvendar a cena política, retirando a oposição do estado letárgico em que se encontra. O efeito foi exatamente o contrário.

O texto mal escrito, sem sentido em muitos parágrafos, revela um erro de cálculo político sem precedentes. Contrariando seus aliados, que desejavam vê-lo distante da campanha do PSDB para presidente em 2010, FHC trouxe para o próximo pleito a comparação entre a política econômica do governo e a da gestão petista: a única polarização que a direita não queria. Imaginando-se um estrategista, virou um fardo pesado para as possíveis candidaturas de José Serra e de Aécio Neves. Triste para o prestigiado sociólogo, deplorável para o experiente político.

Comparações são ociosas, mesmo porque cada polemista tem o seu tempo na história. Mas não é de hoje que o sonho do "príncipe dos sociólogos" é ser um Carlos Lacerda redivivo. Vê a si próprio como um panfletário versátil e demolidor, capaz de usar as palavras como metralhadoras giratórias nas mãos de um guerrilheiro. O problema é que seu estilo é tosco e seus escritos ininteligíveis. Não é capaz de açular os medos da classe média, mesmo usando os velhos ingredientes que vão da ameaça de uma república sindicalista a um quadro incontrolável de corrupção. Não aprendeu que, sem o apoio das bases sociais que o acompanham, seu suposto prestígio pessoal conta pouco.

Para criar condições de instabilidade superestrutural não bastam editoriais, artigos e noticiários de jornalistas de direita. É preciso que as classes dominantes se encontrem excepcionalmente reunidas em torno de um só objetivo. Para isso, do outro lado, tem que haver um governo fragilizado, com escassa base de apoio, incapaz de promover crescimento econômico com redistribuição de renda. Reeditar uma "Marcha da Família com Deus, pela liberdade" não é o troféu fácil que o voluntarismo pedante imagina.

Quando escreve que "é possível escolher ao acaso os exemplos de "pequenos assassinatos". Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal-ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira "nacionalista", pois, se o sistema atual, de concessões, fosse "entreguista", deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública", seu objetivo é tão claro como raso.

É uma volta ao passado como farsa. Aos tempos em que os nacionalistas lutavam por uma solução independente para extração e refino do petróleo, de importância estratégica para o desenvolvimento do país, enquanto os entreguistas definiam-se abertamente pela exploração do produto pelo capital estrangeiro. Claro que estamos tratando de realidades distintas no tempo e no espaço, mas a motivação da direita é idêntica. E é a ela que a inspiração de FHC se dirige, inebriado como se cavalgasse uma fulgurante carreira política. O desespero e o patético andam sempre de mãos juntas. Ainda mais se lembramos "quem cevou os facilitadores de negócios na máquina pública" no período que vai de 1994 a 2002.

Criticando o que chama de "autoritarismo popular", o candidato a polemista prossegue: "Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são "estrelas novas". Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam."

A recorrência aos riscos de uma república sindicalista mostra a linhagem golpista do artigo de FHC, mas a falta de prudência, indispensável para quem pensa estar escrevendo um novo Manifesto dos Coronéis, leva a indagações. O autoritarismo de mercado, marca do seu mandato, é exemplo de democracia? A era da ligeireza econômica, da irresponsabilidade estatal ante a economia fortalecia as instituições do Estado Democrático de Direito? Ou não seria exatamente o oposto? Um bloco de poder composto pelo agronegócio, grandes corporações midiáticas e uma burguesia desde sempre associada, que privilegiava a ampliação crescente das margens de lucro, ignorando os custos sociais que isso implicava. Qual a autoridade política do ex-presidente para interpelar o atual?

O que foi seu governo senão uma tentativa desastrosa de adaptar o aparelho de Estado às exigências criadas pelo neoliberalismo, contendo, a todo custo, as reivindicações dos trabalhadores do campo e da cidade? No final, com uma impopularidade recorde, a superestrutura política entrou em crise e os aliados contemplaram a rota de afastamento. É a isso que FHC nos convida a voltar?

Outra observação interessante pode ser extraída desse trecho: "Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas?". Aqui, o lacerdista frustrado ultrapassou qualquer limite da sensatez. Abriu o flanco, ao permitir a inversão da pergunta que faz.

Como destacaram, em 1997, Cid Benjamim e Ricardo Bueno, no "Dossiê da Vale do Rio Doce", "o Brasil levou 54 anos para construir e amadurecer esse gigantesco complexo produtivo. O governo FHC pretende vendê-lo, recebendo no leilão uma quantia que corresponderá, mais ou menos a um mês de juros da dívida interna". Em maio daquele ano, a Vale foi vendida pelo governo federal por R$ 3,3 bilhões. Em 2007, seu valor de mercado estava em torno de R$103 bilhões. Em nenhum outro período a máquina estatal foi usada para transferir recursos públicos para o capital privado como nos dois governos do tucanato. Foi a esse continuísmo que a população deu um basta em outubro de 2002.

O que se pode depreender das linhas escritas pelo tucano que queria ser corvo? FHC se especializou na arte do embarque em canoas onde o lugar do náufrago está antecipadamente destinado ao canoeiro de ocasião. Julgava estar redigindo um artigo que f